A Mancha Verde conquistou o título do Grupo Especial do Carnaval 2022 em São Paulo após apuração de notas realizada na tarde desta terça-feira (26/4), no Anhembi. Com o samba-enredo “Planeta Água”, a escola faz referência a Iemanjá, que nas religiões de matrizes africanas é a orixá das águas salgadas.
“Iemanjá! Iê-Iemanjá! / Rainha das ondas, senhora do mar! / Iemanjá! Iê-Iemanjá! / No azul dos teus mistérios eu também quero morar”, diz o refrão, fazendo uma saudação a orixá.
Antes do início da apuração os representantes das escolas fizeram um minuto de silêncio em homenagem aos integrantes que morreram durante a pandemia de Covid-19. Por causa da crise sanitária, o desfile de 2021 foi cancelado e o deste ano acabou adiado de fevereiro para o feriado de Tiradentes.
O presidente da Mancha Verde, Paulo Serdan, chorou ao comentar o trabalho de criação do desfile nesses dois últimos anos sem Carnaval. Ele também homenageou os mortos que faziam parte da escola e disse que o grupo distribuiu toneladas de mantimentos e cestas básicas em favelas de São Paulo durante a pandemia.
A agremiação conquistou seu primeiro título no Grupo Especial no Carnaval de 2019, quando apresentou o samba-enredo “Oxalá, salve a princesa! A saga de uma guerreira negra”, onde contou a história da princesa africana Aqualtune, e, por meio dela, discutiu escravidão, intolerância religiosa e direitos humanos.
No último Carnaval, em 2020, a escola esteve perto do título, terminando a apuração como vice-campeã.
A disputa este ano também foi emocionante, com quatro agremiações terminando a disputa empatadas —a Mancha só levou o título pelos critérios de desempate. A Mocidade Alegre terminou em 2º lugar, seguida pelo Império da Casa Verde e pela Tom Maior.
Na lanterna, ficou a Vai-Vai, que perdeu pontuação significativa nos quesitos fantasia e mestre-sala e porta-bandeira. Com isso, a escola, maior campeã da história do Carnaval paulistano, terá que disputar o Grupo de Acesso em 2023. A Colorado do Brás também foi rebaixada. Fonte: Folhapress





