Uma operação militar dos Estados Unidos realizada neste fim de semana no Afeganistão matou o principal líder da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, 71, confirmou o presidente americano, Joe Biden.
Descrito pelo democrata nesta segunda-feira (1º/8) como “cérebro de ataques contra americanos”, Zawahiri atuava como número dois da organização terrorista na época dos atentados de 11 de Setembro, abaixo apenas de Osama bin Laden, e era procurado pelos americanos havia mais de duas décadas.
O ataque em Cabul foi feito com um drone na noite de sábado (30/7) e é, até onde se sabe, a primeira ação militar de Washington no país da Ásia Central desde a caótica retirada das tropas há pouco menos de um ano, em operação que encerrou 20 anos de ocupação, mas devolveu o poder às mãos extremistas do Talibã.
“A justiça foi feita”, afirmou Biden. Segundo autoridades americanas, Zawahiri foi atingido com dois mísseis Hellfire quando estava na varanda de um abrigo em uma zona movimentada da cidade. Autoridades americanas afirmaram que o ataque não deixou mais nenhuma vítima.
O presidente americano, que tem apresentado resultados positivos em testes para a Covid-19, disse que autorizou “um ataque preciso que iria tirá-lo do campo de batalha, de uma vez por todas”. Sem máscara, ele fez o pronunciamento a distância de um grupo limitado de jornalistas que pôde acompanhar o discurso
Mais cedo, uma autoridade americana afirmou à imprensa que, “ao longo do fim de semana, os Estados Unidos conduziram uma operação de contraterrorismo contra um alvo importante da Al Qaeda no Afeganistão”, disse, antes que o ataque fosse confirmado pelo presidente americano. “A operação foi bem-sucedida e não houve mortes de civis”.
Zawahiri, 71, assumiu o comando da organização terrorista a partir da morte de Osama bin Laden, em 2011. Ele já fazia parte do grupo desde os anos 1990 e, à época do atentado do 11 de Setembro, era considerado um dos principais líderes da organização. Desde então era procurado pelo governo americano, que chegou a oferecer US$ 25 milhões de dólares como recompensa a informações que levassem a sua prisão, e seu paradeiro era desconhecido.
Além do 11 de Setembro, Zawahiri também é tido como responsável por outros ataques a tropas e instituições americanas entre os anos 1990 e 2000. Segundo o governo americano, ele ajudou a planejar, ao lado de outros oficiais da Al Qaeda, um ataque no Iêmen que matou 17 oficiais da Marinha americana e feriu outras 30. Ele foi indiciado nos Estados Unidos também por participar dos bombardeios a embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em agosto de 1998, em episódios que mataram 224 pessoas e deixaram mais de 5.000 feridas.
Folhapress





