O Estados Unidos colocaram em prática, nesta terça-feira (2/8), uma série de sanções contra a suposta namorada do presidente russo, Vladimir Putin, e oligarcas ligados ao Kremlin pelo apoio à guerra contra a Ucrânia.
A ex-ginasta Alina Kabaeva foi uma das melhores atletas de sua geração na ginástica rítmica, onde os competidores realizam rotinas com auxílio de equipamentos como fitas e bolas. Segundo boatos negados por Vladimir Putin, ela seria sua namorada e mãe de três de seus filhos.
Em abril, o Wall Street Journal publicou que os EUA relutavam em aplicar sanções contra Kabaeva, temendo que isso aumentassem ainda mais as tensões entre Washington e Moscou.
A relação entre Putin e Kabaeva, segundo a publicação, iria além da vida amorosa: ela seria uma das principais beneficiárias da fortuna atribuída ao presidente russo ao redor do mundo.
“Enquanto inocentes sofrem com a guerra ilegal de agressão, os aliados de Putin enriqueceram para defender seus estilos de vida opulentos”, afirmou a secretária do Tesouro, Janet Yellen, em comunicado.
As sanções abrangem vários bilionários próximos a Putin, incluindo Grigoryevich Guryev, dono da segunda maior propriedade de Londres depois do Palácio de Buckingham.
Também foi penalizado Viktor Filippovich Rashnikov, um dos maiores contribuintes com o Tesouro russo e acionista majoritário da MMK, que está entre as maiores siderúrgicas do mundo, e Natalia Popova, esposa de Kirill Dmitriev, gestor do enorme fundo soberano russo.
Segundo o Tesouro, Popova trabalha para a firma de tecnologia Innopraktika, dirigida por uma das filhas de Putin.
“O Departamento do Tesouro usará todas as ferramentas à disposição para responsabilizar a elite russa e os colaboradores do Kremlin por sua cumplicidade em uma guerra que custou inúmeras vidas”, afirmou Yellen.
O Departamento de Estado também sancionou, inclusive com restrições de vistos, vários oligarcas “que administram empresas que geram grandes receitas”, assim como cerca de 900 funcionários e várias empresas ligadas à Defesa que ajudam “a máquina de guerra da Rússia”.
AFP





