
Em uma escalada militar não vista há anos no Oriente Médio, os Estados Unidos decidiram mudar de tática para pressionar o Irã a não se envolver na guerra que Israel trava contra o grupo terrorista palestino Hamas na Faixa de Gaza.
Em meio a um comunicado mais geral acerca do reforço de material bélico na região, feito no domingo (22/10), o Departamento de Defesa anunciou que o segundo grupo de porta-aviões enviado à área conflagrada deixaria de responder ao Comando Europeu das Força Armadas americanas e passaria para a responsabilidade do Comando Central.
Não é mera burocracia: isso significa que o grupo do porta-aviões de propulsão nuclear USS Dwight Eisenhower não ficará junto ao do USS Gerald Ford, já na região, perto da costa israelense no mar Mediterrâneo —área do Comando Europeu.
Ele irá atravessar o canal de Suez rumo ao mar Vermelho e ao Índico, restando saber onde ficará baseado. Segundo observadores militares, em ocasiões anteriores em que os EUA buscavam sinalizar sua presença ao Irã, a área preferencial de ação é o golfo de Omã, na boca do golfo Pérsico.
Além disso, o mar Vermelho tem se provado especialmente tenso para os americanos, com o destróier USS Carney tendo abatido ao menos 3 mísseis de cruzeiro e 12 drones lançados por milícias da etnia houthi, aliadas do Irã, da costa do Iêmen rumo a Israel na semana passada.
Mesmo a passagem do Eisenhower pela região não será desprovida de risco, apesar do grande poder de fogo defensivo seu e de sua escolta de combate, composta de um cruzador e três destróieres, além de navio de apoio e um eventual submarino nuclear de ataque.
O grupo de ataque estava no meio do Atlântico na segunda (23), segundo dados abertos de navegação. Deve chegar à região de Israel em talvez duas semanas.
Porta-aviões, dos quais Washington dispõe da maior frota do mundo, 11, são o expoente máximo da projeção de poder militar dos EUA. Levam dezenas de aeronaves, 55 delas usualmente de ataque, o que é mais do que boa parte das Forças Aéreas do mundo. Além disso, sua escolta típica carrega cerca de 800 mísseis, entre modelos de cruzeiro para ataque em terra e antinavio.
Folhapress





