Elon Musk afirmou nesta sexta-feira (8/7) que está encerrando seu acordo para comprar o Twitter por US$ 44 bilhões, acusando a rede de ter fornecido informações “falsas e enganosas” sobre o número de contas falsas e spam na plataforma.
O presidente do conselho de administração do Twitter, Bret Taylor, respondeu rapidamente, dizendo que o grupo estava “comprometido em fechar a transação no preço e nos termos acordados com Musk” e que buscaria medidas legais para garantir o acordo.
“Estamos confiantes de que prevaleceremos no Tribunal de Chancelaria de Delaware [um tipo de corte de arbitragem extrajudicial]”, acrescentou.
Em um documento, os advogados do bilionário da Tesla alegaram que o Twitter estava “violando materialmente várias disposições” do acordo de venda e “parecia ter feito alegações falsas e enganosas”.
O número de spam e contas falsas entre seus usuários foi muito maior do que os 5% estimados pelo Twitter, de acordo com uma análise preliminar dos assessores de Musk, diz o documento.
Separadamente, segundo o documento, Musk está “considerando” se as “perspectivas de negócios em declínio” e as projeções financeiras do Twitter também violam o acordo.
O documento acusou o Twitter de não cumprir suas obrigações de “conduzir seus negócios no curso normal” depois que o presidente-executivo Parag Agrawal anunciou um congelamento de contratações, demitiu dois funcionários seniores e, nesta semana, afirmou que estava suspendendo o contrato de um terço de sua equipe de aquisição de talentos.
As ações do Twitter caíam 8% após o anúncio.
Financial Times





