Mesmo antes de os americanos irem às urnas, as midterms de 2022 —eleição de meio de mandato que renova a Câmara e parte do Senado dos EUA— já eram consideradas históricas em termos de diversidade.
Este foi o pleito com o maior número de candidatas a governos estaduais, com 25 mulheres concorrendo ao posto em 20 estados, ante 16 aspirantes há quatro anos. Também foi a primeira vez em que houve candidatos homossexuais, transgênero e queer em todos os 50 estados. Juntos, eles representaram um aumento de 18% nas candidaturas LGBTQIA+ em relação a 2020, segundo a ONG LGBTQ Victory Fund.
À medida que os resultados das urnas são divulgados, essa tendência a ineditismos no campo da representatividade parece ser confirmada. Massachusetts elegeu a primeira governadora abertamente lésbica da história dos EUA, enquanto os estados de Nova York e Arkansas terão mulheres eleitas pela primeira vez à chefia do governo; Maryland terá seu primeiro governador negro, o terceiro na história do país; e o Congresso ganhou seu primeiro membro da Geração Z, isto é, nascido depois de 1996.
Analistas creditam a força de candidatos de comunidades em geral subrepresentadas a dois fatores: o crescimento de medidas contra a comunidade LGBTQIA+ em estados governados por republicanos e a dominância da pauta do aborto no pleito, vista como reação dos eleitores à decisão da Suprema Corte que derrubou o entendimento de que a interrupção voluntária da gravidez era um direito constitucional.
Folhapress





