A taxa de desemprego caiu em seis estados no terceiro trimestre, em relação aos três meses imediatamente anteriores, informou nesta quinta-feira (17/11) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As reduções foram registradas por Rondônia (de 5,8% para 3,9%), Ceará (de 10,4% para 8,6%), Acre (de 11,9% para 10,1%), Maranhão (de 10,8% para 9,7%), Minas Gerais (de 7,2% para 6,3%) e Paraná (de 6,1% para 5,3%).
Nas demais unidades da federação, a taxa de desocupação mostrou relativa estabilidade em termos estatísticos, segundo o IBGE.
Os dados integram a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento retrata tanto o mercado de trabalho formal quanto o informal. Ou seja, abrange desde os empregos com carteira assinada e CNPJ até os populares bicos.
As maiores taxas de desocupação foram registradas na Bahia (15,1%), em Pernambuco (13,9%) e no Rio de Janeiro (12,3%). As menores ficaram em Mato Grosso (3,8%), Santa Catarina (3,8%) e Rondônia (3,9%).
No Brasil, a taxa de desemprego recuou para 8,7% no terceiro trimestre. É o menor patamar desde o segundo trimestre de 2015 (8,4%).
Já o número de desempregados no país recuou para 9,5 milhões. É o menor nível desde dezembro de 2015 (9,2 milhões).
Segundo as estatísticas oficiais, a população desocupada é formada por pessoas de 14 anos ou mais que estão sem trabalho e seguem à procura de novas vagas. Quem não tem emprego e não está buscando oportunidades não entra nesse cálculo.
“No segundo trimestre, a taxa de ocupação havia caído 1,8 ponto percentual, com disseminação da queda por 22 unidades da federação. Já no terceiro trimestre, a queda foi menos intensa, de 0,6 p.p., e isso repercutiu nos resultados locais, por estado”, disse a coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.
Após os estragos causados pela pandemia, o mercado de trabalho foi beneficiado pela vacinação contra a Covid-19. O processo de imunização permitiu a reabertura dos negócios e a volta da circulação de pessoas.
Às vésperas das eleições, o governo Jair Bolsonaro (PL) também buscou aquecer a economia com liberação de recursos, cortes de impostos e ampliação do Auxílio Brasil. Bolsonaro foi derrotado no pleito por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A queda do desemprego, a partir do ano passado, foi acompanhada pela criação de vagas com salários mais baixos na média. A renda ficou fragilizada em um contexto de inflação elevada, e só começou a dar sinais de melhora recentemente.
Folhapress





