A taxa de desocupação no trimestre de maio a julho ficou em 9,1%, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) divulgados hoje (31/8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o que representa 9,9 milhões de pessoas. É o menor percentual de desocupação desde o trimestre encerrado em dezembro de 2015, quando também foi de 9,1%. O índice referente a maio a julho de 2022 também representa queda em relação ao trimestre anterior, puxado pelo crescimento do número de pessoas com trabalho informal, que bateu o recorde da série histórica e chegou a 13,1 milhões de pessoas.
Dois grupos de atividades tiveram o maior número de novos profissionais: “Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas”, que empregaram mais 692 mil pessoas, e “Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais”, com 648 mil pessoas. Nenhum dos grupos, porém, teve queda. Apenas o setor de “Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura” não apresentou crescimento na população ocupada. O rendimento médio também teve crescimento real pela primeira vez em dois anos, chegando a R$ 2.693 no trimestre.
A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e no Distrito Federal.
UOL





