17/09/2026

Depois de controlar ponto estratégico, Zelenski fala em avançar em área anexada.

A Ucrânia afirmou neste domingo (2/10) que assumiu o controle total da cidade de Liman, ponto estratégico na autoproclamada república popular de Donetsk, que poderia servir de posto para novas investidas na região.

“Na última semana, o número de bandeiras ucranianas no Donbass [região ao leste] aumentou. Haverá ainda mais dentro de uma semana”, disse o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, que também acrescentou que a guerra contra a Ucrânia representa um “erro histórico para a Rússia”.

“Liman está totalmente livre. Obrigada, tropas”, completou o presidente, em um vídeo curto.

O revés para as tropas russas aconteceu depois de seu presidente, Vladimir Putin, ter proclamado a anexação de quatro regiões ucranianas (Donetsk e Lugansk, além das áreas ao sul de Kherson e Zaporíjia) –uma área que incluía Liman. Lugansk e Donetsk compõem o Donbass (leste russófono no centro do conflito).

A incorporação dos territórios ao domínio de Moscou foi formalizada pelo presidente Vladimir Putin na sexta-feira (30), em um movimento que gerou reação internacional e motivou a convocação da reunião do Conselho de Segurança, o mais importante das Nações Unidas —o Brasil se absteve na votação de uma resolução do órgão condenando a anexação.

Com a tomada de Liman, Kiev poderá estabelecer uma ponte para uma eventual invasão de Lugansk, área que está quase totalmente ocupada por Moscou —pontos-chave como Kreminna, Severodonetsk e Lisitchansk ficam a menos de 50 km de Liman.

Cerca de 5.000 mil soldados russos foram expulsos neste sábado (1º) de Liman. “Em conexão com o risco de um cerco, tropas aliadas foram retiradas para linhas mais vantajosas”, afirmou em nota o Ministério da Defesa da Rússia.

Forças russas capturaram Liman em maio e usaram a cidade como hub logístico para operações no norte da região de Donetsk, por onde passavam linhas de transporte de tropas e de fornecimento de materiais.

Também neste domingo, o papa Francisco fez um apelo a Putin para que interrompa “sua espiral de violência e morte” na Ucrânia, afirmando que a crise no país poderia levar a um risco de uma escalada nuclear com consequências globais.
Folhapress

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