Olá queridos leitores!
Feliz em estar aqui novamente com vocês. Foram muitos os acontecimentos nos últimos dias em relação ao mundo do empréstimo consignado. Sendo assim, cheguei à conclusão de que, para a nossa coluna de hoje, achei melhor fazer um resumo para vocês dos últimos acontecimentos.
Durante os últimos dias, houve algumas situações e mudanças no mercado de crédito consignado. Em 24/03, uma reunião de integrantes de bancos públicos e privados juntamente com a equipe do ministério da Fazenda e da Previdência em São Paulo, não conseguiu decidir qual seria a porcentagem e nem quando seria implementado esse novo possível teto de juros.
O grupo político havia defendido um percentual de 1,83% ao mês, que seria o valor médio oferecido pela Caixa e pelo Banco do Brasil. Já a equipe econômica defendia que 1,83%, que por sinal ainda é baixo, poderia ainda gerar queixas entre as instituições privadas. O ideal para a equipe seria de 1,90% devido ao desgaste na redução para 1,70%.
Algumas questões referentes ao rotativo preocupam o Governo de acordo com o ministro Fernando Haddad: “Alguns bancos já estão com taxa inferior a 2%, mas a gente identificou outros problemas que precisam, que até inspiram mais cuidados até, por exemplo, o rotativo do consignado, uma coisa que preocupa muito, porque muitas famílias não estão conseguindo sair do rotativo do consignado, então nós estamos levantando outros problemas pra dar um encaminhamento”, disse o ministro.
Com a definição do percentual, o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, convocou uma reunião extraordinária do Conselho Nacional da Previdência Social. Atualmente existem cerca de 17 milhões de contratos ativos totalizando cerca de 350 bilhões de reais.
Ontem, dia 28/03, o presidente Lula bateu o martelo e definiu que o governo fixava em 1,97% o teto dos juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS. Agora o percentual precisaria ser aprovado pelo CNPS (CONSELHO NACIONAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL), o que acabou acontecendo.
Grandes bancos como Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Santander, voltaram a ofertar essa modalidade de crédito. Há bancos avaliando. Casos do Itaú e do digital C6 Bank.
Claro que o ideal para os bancários seria a taxa acima de 2% de juros. Acredito que teremos novos embates e novas discussões nas próximas semanas. Como tenho dito aqui e a alguns colegas, em especial internamente no Mauá Bank S/A: alguém vai sair ferido, é questão de tempo para que essas mudanças comecem a surtir efeitos negativos. Aquela famosa frase: alguém pagará o “pato”. Seja o consumidor, o correspondente, a promotora, o banco ou o governo. Alguém sairá insatisfeito e, normalmente, é o lado mais frágil que tende a sair mais machucado.
Um dos grupos mais interessados em uma solução mais rápida e adequada possível, são os correspondentes bancários, os Corbans. Essas lojas de créditos que vemos geralmente nos centros de cidades, seja ela de qual tamanho for, desde mega cidades a pequenas, sempre terá um corban.
Essa categoria não sabe o seu futuro. Isso gera muita desconfiança, principalmente em seus colaboradores. O que podemos cravar nesse momento é que o correspondente bancário precisará novamente se reciclar, buscando novas possibilidades de oferta além do consignado voltado para o convênio INSS. Devem explorar mais convênios de prefeituras, governos, forças armadas, siape, financiamentos imobiliários e de automóveis. Enfim, campos a explorar.
Matheus Carlos Baptista, cursa Processos Gerenciais, é certificado pelo ANEPS e escreve às quartas-feiras neste espaço.





