Em meio à escalada de tensão entre as vizinhas Coreia do Norte e Coreia do Sul, Pyongyang afirmou nesta segunda-feira (7/11) que responderá com ações militares “firmes e esmagadoras” à série de manobras conjuntas realizadas por Seul em parceria com os EUA.
O regime liderado por Kim Jong-un disse em comunicado que os exercícios que duraram seis dias e foram encerrados no sábado (5) foram uma provocação para aumentar a tensão regional, além de uma manobra de guerra perigosa e de natureza agressiva.
Militares norte-coreanos afirmaram ainda ter realizado atividades simulando ataques a bases aéreas, bem como a uma cidade da Coreia do Sul para “esmagar a persistente histeria de guerra dos inimigos”.
“Quanto mais persistentemente os movimentos militares provocativos dos inimigos continuarem, mais impiedosamente as Forças Armadas irão combatê-los”, dizia o comunicado de Pyongyang.
Centenas de aviões de guerra americanos e sul-coreanos participaram na semana passada no exercício intitulado Vigilant Storm (tempestade vigilante). Seul afirmou que o exercício apenas demonstrou a capacidade de prontidão para responder a provocações do país vizinho, mas negou que represente uma ameaça de guerra.
Pyongyang, então, afirmou ter realizado operações que incluíram o lançamento de mísseis balísticos táticos que simularam a derrubada de aviões inimigos em uma operação de combate em larga escala que teria contado com 500 caças. O presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, descreveu a ação como “uma invasão territorial de fato”.
O regime norte-coreano divulgou fotos do exercício que não puderam ser checadas de maneira independente. Analistas militares, porém, afirmam que as imagens podem ser de manobras do início deste ano e dão pouco crédito à dimensão das manobras detalhada por Pyongyang.
Quinhentos caças, afinal, representariam quase todas as aeronaves de combate da Coreia do Norte. Muitas delas, com equipamentos antigos, não são mais mantidas ativas na frota, já que nem sequer podem passar por reparos, afirmou Joseph Dempsey, pesquisador de defesa da Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres.
Reuters e AFP





