Um dia após Vladimir Putin ordenar o alistamento obrigatório de parte da população para lutar na Guerra da Ucrânia, engarrafamentos foram registrados nas fronteiras da Rússia com a Finlândia, a Geórgia, o Cazaquistão e a Mongólia, e os preços das passagens aéreas partindo de Moscou dispararam. O Kremlin diz que os relatos de um êxodo são exagerados.
“Precisamos ter muito cuidado para não nos tornarmos vítimas de informações falsas nesse assunto”, disse o porta-voz do governo russo, Dmitri Peskov, nesta quinta (22/9). Questionado sobre notícias de que homens detidos em manifestações contra a guerra estavam sendo obrigados a se alistarem, ele retrucou que o procedimento não é contra a lei. O grupo de direitos civis OVD-Info calcula que mais de 1.300 pessoas foram presas na quarta por protestar contra o decreto.
Passagens para países próximos como Turquia, Armênia, Azerbaijão e Sérvia estão esgotadas para os próximos dias. Do lado europeu, Estônia, Látvia, Letônia e Polônia têm recusado a chegada de russos a seus territórios. Um representante da União Europeia afirmou que o bloco precisa assumir uma posição conjunta em relação aos pedidos de asilo, mesmo que estados-membros tenham que analisá-los caso a caso.
Empresas de sondagem estatais afirmaram que mais de 70% dos russos apoiam o que o Kremlin ainda chama de uma “operação militar especial”, embora uma pesquisa vazada em julho tenha indicado empate entre as partes contra e a favor da continuidade da guerra.
Reuters





