Os EUA têm informações de que o governo chinês está considerando fornecer à Rússia drones e munição para uso na guerra na Ucrânia, disseram à CNN três fontes familiarizadas com a inteligência.
Não parece que Pequim tenha tomado uma decisão final ainda, disseram as fontes, mas as negociações entre a Rússia e a China sobre o preço e o escopo do equipamento estão em andamento.
Desde a invasão à Ucrânia, a Rússia solicitou repetidamente drones e munições da China, disseram as fontes familiarizadas com a inteligência, e a liderança chinesa tem debatido ativamente nos últimos meses se deve ou não enviar a ajuda letal.
Autoridades de inteligência dos EUA coletaram informações nas últimas semanas. Isso sugere que a China agora está inclinada a fornecer o equipamento.
Os EUA e seus aliados começaram a alertar publicamente na semana passada sobre o potencial apoio militar da China à Rússia, em um esforço para impedir que Pequim avance e cruze um ponto sem retorno em termos de ser visto como um pária no cenário mundial, funcionários dos EUA disseram.
As autoridades dos EUA não descreveram em detalhes que tipo de inteligência os EUA viram que sugerisse a recente mudança na postura da China, mas altos funcionários estão preocupados o suficiente para compartilhar ativamente a inteligência com aliados e parceiros na última semana.
O Conselho de Segurança Nacional e o Departamento de Estado se recusaram a comentar e a CNN pediu comentários às embaixadas chinesa e russa em Washington.
Questionado na sexta-feira (24) sobre a potencial venda de equipamentos letais para a Rússia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, disse em um briefing diário que “a China sempre adotou uma abordagem prudente e responsável em relação às exportações militares e não fornece nenhuma venda de armas para áreas de conflito ou beligerantes”.
O fornecimento de drones e munição – que provavelmente seria para armas pequenas como armamento de mão em vez de artilharia maior, disseram as fontes – marcaria uma escalada significativa do apoio da China à Rússia, que até o momento tem sido amplamente limitado a empresas chinesas que fornecem equipamentos não-letais, como capacetes, coletes à prova de balas e imagens de satélite para as forças russas.
CNN Brasil





