O rei Charles 3º, 74, ordenou uma mudança no tratamento de Camilla, 75, nas orações oficiais pela família real.
Um mandado real foi emitido ontem (3/5) indicando que Camilla seja tratada como “rainha Camilla” e não “Camilla, a rainha consorte” em missas na Igreja da Inglaterra após a coroação, que acontece no sábado (6).
Como monarca, Charles é Governador Supremo da Igreja da Inglaterra. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Sun. A mudança já foi colocada em vigor na Abadia de Westminster. O roteiro da missa do dia 8 (segunda-feira) está disponível no site oficial do templo e já indica a mudança.
Um roteiro da missa do dia 2 (terça-feira) ainda tratava Camilla como “rainha consorte”. “Deus Todo-Poderoso, fonte de toda a bondade, pedimos humildemente que abençoe nosso mais gracioso soberano rei Charles, rainha Camilla, William, príncipe de Gales, a princesa de Gales, e todos da família real”, diz a nova oração, feita ao final da missa.
Um comunicado do Palácio de Lambeth, residência oficial do Arcebispo de Canterbury, também informou a mudança, e o mandado real será publicado na Gazeta de Londres, o diário oficial do Reino Unido.
O título de rainha consorte é dado à esposa do rei vigente. Embora Camilla detenha o título equivalente ao do marido, a palavra consorte costuma ser usada para mostrar que ela não tem a mesma soberania que o marido ou seus poderes políticos e militares.
Camilla, então duquesa da Cornualha, recebeu a “aprovação pública” da rainha Elizabeth 2ª durante o jubileu de platina da monarca, ocorrido em fevereiro deste ano. Na ocasião, Elizabeth 2ª comemorava 70 anos de seu reinado com um anúncio especial.
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