A primeira pesquisa de opinião depois da morte da rainha Elizabeth II trouxe boas e más notícias para o rei Charles: 63% dos entrevistados têm confiança em sua capacidade para ser um bom rei, mas menos da metade (45%) quer vê-lo no trono até a morte.
O percentual dos que confiam que Charles será um bom rei é bem superior aos 39% que achavam o mesmo em março. Por outro lado, mais de um terço (35%) acha que em algum momento ele deve abdicar em favor de seu filho William.
As entrevistas foram realizadas no domingo (11/9) e na segunda-feira (12), quando a população estava sob forte comoção pela morte da Rainha no dia 8. O novo rei foi beneficiado pela onda de popularidade angariada com o protagonismo na cobertura em tempo real da TV no período.
Os eleitores mais jovens são os que têm mais reservas em relação ao novo rei, com apenas 46% confiando que ele fará um bom trabalho, índice bem abaixo da média geral de 63%, um quarto dos jovens acha que ele terá um mau desempenho no novo cargo.
Quase nove de cada dez entrevistados (87%) disse que o reinado da Rainha era bom para o país. O mesmo percentual também considera que ela entrará para a história como uma das maiores monarcas da Grã-Bretanha.
Entre os maiores de 65 anos, o apoio foi ainda maior: 97% a consideraram boa, contra apenas 2% que a avaliaram como ruim.
A rainha Consorte Camila foi aprovada pela maioria dos entrevistados. Apesar dos anos de incerteza sobre como o público responderia à substituta de Diana como cônjuge do Rei, uma parcela de 53% disse acreditar que ela fará um bom trabalho.
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