A equipe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ofensiva pelo voto útil e contra a abstenção, além de apostar na mobilização da militância nas ruas, para gerar uma onda decisiva na reta final da campanha presidencial.
Na próxima semana, a campanha de Lula exibirá na televisão, durante a propaganda eleitoral, uma mensagem sobre a importância do voto para evitar faltas no dia da eleição.
A orientação partiu do próprio Lula, na terça-feira (13), durante reunião virtual com cerca de 6.300 eleitores.
Por duas vezes, o petista falou da necessidade de os eleitores irem às urnas, chegando a citar a vitória do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump como uma consequência da alta abstenção daquela eleição.
“Temos um problema sério. Sempre tivemos no Brasil um percentual de eleitores que não votam. Tem gente que espera chegar o dia das eleições e logo cedinho, na véspera, pega o carro e vai para a praia, vai para o interior, e não quer votar. Importante que a gente talvez fizesse uma mensagem para essas pessoas”, disse Lula, dirigindo-se ao prefeito de Araraquara, Edinho Silva (PT), um dos coordenadores de comunicação da campanha.
“A pessoa que não vota, depois, perde a autoridade de cobrar de quem foi eleito”, acrescentou o ex-presidente.
No encontro virtual, foi traçada como estratégia a formação de uma onda a partir desta segunda-feira (19), nos 13 dias que antecedem a eleição. O movimento, defendem, deverá ocupar redes e ruas.
Um dos organizadores do encontro, Edinho afirmou que sem a conexão de rede e rua é muito difícil vencer uma eleição.
O prefeito recomendou que os apoiadores de Lula conversem com eleitores descrentes com a política para reduzir a média histórica de abstenção no país.
Nos últimos dias, lideranças ligadas à campanha, e até o próprio ex-presidente, defenderam a participação do eleitor.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), diz que o partido fará ações para destacar a importância do voto.
Aliados defendem que Lula também faça mais acenos a setores do eleitorado considerados de centro.
Folhapress





