No primeiro ato de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Curitiba, a memória da prisão do petista na capital paranaense marcou os discursos, neste sábado (17/9), em um clima de triunfo entre os militantes.
O evento ocupou quatro quadras na Boca Maldita, no centro da cidade, e teve forte esquema de segurança. Todos os participantes passaram por revista e as ruas laterais foram fechadas para o trânsito.
Ao final do discurso, com seguranças em seu entorno, Lula desceu para cumprimentar o público.
“Tem gente que pensa que eu fiquei com ódio de Curitiba, porque eu fiquei preso aqui. Se vocês soubessem, a cadeia me fez aprender a amar Curitiba, porque foi ali na cadeia que eu conheci a Janja e foi aqui que nós decidimos nos casar. Tenho muito carinho por homens e mulheres dessa cidade, desse estado, que ficaram 580 dias pedindo a minha liberdade.”
O ex-presidente cumpria pena na carceragem da Polícia Federal após ser condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá. Ele deixou a prisão no final de 2019, após maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidir que a execução da pena só deve acontecer com o trânsito em julgado da sentença.
Em março de 2021, Lula recuperou os direitos políticos diante da decisão do ministro do STF Edson Fachin de anular suas condenações na Lava Jato, ao considerar a Justiça Federal do Paraná incompetente para julgá-lo.
Posteriormente, Moro foi julgado parcial pela corte, que anulou todos os atos do juiz no processo.
Em uma fala crítica à Lava Jato, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, disse que o comício em Curitiba simbolizava a redenção de Lula.
Assim como fez na quinta-feira (15), em Montes Claros, Minas Gerais, o petista voltou a criticar a interferência das Forças Armadas no processo eleitoral e disse que, se eleito, elas voltarão a ter o papel o papel definido na Constituição, de garantir a soberania protegendo o país em suas fronteiras.
Folhapress





