O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou nesta quarta-feira (15/6) a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, de 12,75% a 13,25% ao ano, e indicou que o ciclo de aperto monetário não terminou.
Diante do cenário atual e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, o colegiado do BC sinalizou que o aumento de juros se estenderá para a próxima reunião, em agosto, quando prevê uma nova alta de igual ou menor magnitude.
“O Comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, afirmou.
Para justificar o próximo movimento, disse: “O Comitê nota que a crescente incerteza da atual conjuntura, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação.”
A Selic atingiu o patamar mais alto em quase cinco anos e meio. Em janeiro de 2017, a taxa de juros estava em 13,75% ao ano, durante o governo de Michel Temer (MDB).
O Copom começou a subir os juros em março de 2021, quando a Selic partiu de seu piso histórico, em 2% ao ano. O Brasil foi um dos primeiros países entre as principais economias do mundo a fazer esse movimento.
Desde o início do ciclo de aperto monetário, há mais de um ano, já são 11 altas consecutivas.
Neste encontro, o colegiado do BC manteve o plano sinalizado na reunião anterior, em maio, de que faria um novo ajuste de menor magnitude depois de subir a taxa de juros em 1 ponto percentual. Entre outubro de 2021 e fevereiro deste ano, foram três altas de 1,5 ponto percentual.
O atual choque de juros, que desde o primeiro movimento acumula elevação de 11,25 pontos percentuais, já é o mais longo e o mais forte desde a adoção do regime de metas para inflação, em 1999. Na época, a taxa básica saltou de 25% para 45% ao ano.
Folhapress





