17/09/2026

Baixa cobertura vacinal de poliomielite acende alerta para risco de retorno da doença.

O Brasil corre risco de retorno da poliomielite, doença causada pelo vírus da pólio e que havia sido erradicada na década de 1990, quando o país se tornou um local livre do patógeno.

Porém, a queda da cobertura vacinal e a diminuição da sensação de perigo da doença, aliadas a uma série de dificuldades estruturais do PNI (Programa Nacional de Imunização), puseram em xeque o certificado de erradicação da pólio. E, nos dois últimos anos, a pandemia da Covid agravou ainda mais esse cenário.

Em setembro, a Opas (Organização Pan-americana para a Saúde), braço nas Américas da OMS (Organização Mundial da Saúde), declarou o Brasil como país de muito alto risco para pólio.

De acordo com a pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Isabella Ballalai, o alerta de muito alto risco do país é devido a uma cobertura vacinal abaixo de 95% em crianças menores de cinco anos com a possibilidade de reintrodução do vírus a qualquer momento, como aconteceu recentemente em Nova York, o primeiro caso nas Américas desde 1994.

“Esse risco é definido por vários critérios, e o Brasil, além de não atingir mais a cobertura vacinal preconizada, também não consegue cumprir com os demais critérios”, diz a médica.

Atualmente, no país, a cobertura vacinal da poliomielite em crianças de até cinco anos está em 61%, segundo dados do SI-PNI obtidos pela plataforma DataSUS. Nos anos anteriores, essa taxa já vinha caindo, de cerca de 80%, em 2016, para 70%, em 2020.

Os dados ainda incompletos para este ano mostram que a menor taxa de cobertura vacinal do país se concentra nas regiões Norte (38,8%) e Nordeste (41%), enquanto a cobertura mais alta é na Centro-Oeste (46,6%).

O esquema vacinal das crianças com menos de cinco anos consiste em um esquema primário, com vacina de vírus inativado (chamada de VIP) de três doses, aos dois, quatro e seis meses. Já o reforço é feito aos 15 meses e aos quatro anos de idade, com a vacina oral de vírus atenuado, a famosa vacina “da gotinha”.
Folhapress

O Diário Caiçara é produzido por uma equipe capacitada que apura, publica e reproduz diariamente, dezenas de notícias sobre o Litoral Norte Paulista e outros conteúdos de relevância. Seguimos um rígido padrão editorial, com verificação cuidadosa de informações e compromisso permanente com a verdade. Nosso trabalho é pautado pela transparência, responsabilidade e pelo jornalismo sério que garante a credibilidade de tudo o que entregamos ao leitor. Diário Caiçara: em defesa do jornalismo profissional.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima