O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia condenou o que chamou de “tentativas russas de arrastar” a região separatista da Transnístria, na Moldávia, para a guerra.
“[Os incidentes] coincidiram com as declarações do comando militar russo sobre seus planos de ocupar todo o sul da Ucrânia e estabelecer um corredor terrestre para a região da Transnístria da Moldávia”, frisa o texto.
A Ucrânia disse apoiar veementemente a integridade territorial da Moldávia e condenou qualquer tipo de invasão em larga escala.
O conselheiro presidencial ucraniano, Mykhaylo Podolyak, também acusou a Rússia de tentar criar conflitos na região da Transnístria.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, avaliou que essas circunstâncias evocam “séria preocupação” e que Moscou acompanha de perto os acontecimentos.
Nesta terça-feira, a Moldávia relatou o segundo ataque na região separatista pró-Rússia da Transnístria. A investida direcionou-se contra uma unidade militar perto da cidade de Tiraspol.
Nesse território, o alerta contra terrorismo foi elevado para o nível vermelho. Após a ofensiva, foram fixados pontos de controle pelo local.
As explosões danificaram uma antiga antena de transmissão de rádio da época da União Soviética. Não houve relatos de mortos ou feridos.
Esse seria o segundo ataque nessa área. Na segunda-feira (25/4), a Transnístria, região separatista pró-Rússia da Moldávia, registrou uma série de explosões.
A sede do Ministério da Segurança do Estado em Tiraspol, capital da Transnístria, foi o alvo das explosões. Ainda não se sabe o que motivou e quem está por trás do ocorrido.
O Ministério do Interior de Transnístria afirma que os disparos foram feitos com um lançador de granadas antitanque portátil.
A presidente da Moldávia, Maia Sandu, criticou o ataque com granadas e ameaçou tomar medidas para garantir o que chamou de paz no país.
“A situação na região separatista é complexa e tensa, mas a Moldávia continua aberta a negociar uma solução pacífica para as questões”, ressaltou em entrevista coletiva após reunião do conselho de segurança do país. Fonte: Metrópoles





