As fortunas dos bilionários mais ricos dos Estados Unidos despencaram, na terça-feira (13/09), em US$ 93 bilhões, a nona pior perda diária de todos os tempos. A perda ocorreu em função da inflação americana mais alta que o esperado, o que abalou os mercados. Boa parte da fortuna dessas pessoas vem de ações que elas detêm em empresas. Quando as Bolsas caem, sua riqueza também cai.
A riqueza de Jeff Bezos, fundador da Amazon, caiu US$ 9,8 bilhões, a maior perda entre as registradas pelo Bloomberg Billionaires Index. O patrimônio líquido de Elon Musk, fundador e CEO da Tesla, caiu US$ 8,4 bilhões. As fortunas de Mark Zuckerberg (da Meta), de Larry Page e Sergey Brin (fundadores do Google) e de Steve Ballmer (ex-presidente da Microsoft) caíram mais de US$ 4 bilhões, enquanto Warren Buffett e Bill Gates perderam US$ 3,4 bilhões e US$ 2,8 bilhões, respectivamente.
As grandes perdas diárias dos bilionários refletem a ampla liquidação no mercado de ações dos EUA, já que os investidores apostam que os dados de inflação farão com que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) aumente as taxas de juros de forma mais agressiva.
O S&P 500 caiu 4,4% ontem, a maior queda desde junho de 2020, enquanto o índice Nasdaq 100, de alta tecnologia, recuou 5,5%, o maior desde um declínio de mais de 12% em março de 2020.
É o mais recente de uma série de dias difíceis, este ano, para os mercados e para as fortunas dos bilionários. No mês passado, o mesmo grupo de bilionários dos EUA perdeu US$ 78 bilhões em um único dia, após um discurso de oito minutos do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
No geral, a fortuna das 500 pessoas mais ricas do mundo está avaliada em cerca de US$ 1,2 trilhão a menos do que no início do ano. Zuckerberg perdeu US$ 68,3 bilhões, ou cerca de 54% de sua fortuna, enquanto o CEO da Binance, Changpeng Zhao, perdeu US$ 61 bilhões, ou cerca de 64%.
O Globo





