O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, disse neste sábado (6/8) estar alarmado pelos bombardeios de sexta-feira perto da usina de Zaporíjia, a maior central nuclear da Europa, ocupada desde março por tropas russas.
Segundo ele, os ataques, pelos quais Rússia e Ucrânia trocaram acusações, representam “a mais recente de uma longa série de notícias cada vez mais alarmantes”. Grossi enfatizou que existe um “risco muito real de um desastre nuclear que ameaça a saúde pública e o meio ambiente na Ucrânia” e além de suas fronteiras.
Segundo a operadora das usinas nucleares da Ucrânia, a Energoatom, o bombardeio de sexta danificou gravemente uma estação com nitrogênio e oxigênio e um edifício auxiliar.
Grossi repetiu que está disponível para liderar uma missão de especialistas em segurança da AIEA em Zaporíjia, possibilidade que a Ucrânia rejeita alegando que legitimaria a presença da Rússia no local.
E MAIS…
Um navio com bandeira estrangeira chegou à Ucrânia neste sábado (6/8) pela primeira vez desde o início da guerra, no final de fevereiro, informou o ministro da Infraestrutura Oleksandr Kubrakov.
A embarcação Fulmar S, com bandeira de Barbados, atracou no porto de Tchornomorsk, um dos liberados após Kiev e Moscou assinarem acordos sobre o assunto na Turquia, e será carregada com grãos ucranianos.
“Estamos fazendo todo o possível para garantir que nossos portos possam receber mais navios, pelo menos de três a cinco por dia”, disse o ministro Kubrakov em uma rede social.
As exportações do país do Leste Europeu, um dos maiores produtores globais de grãos, têm sito retomadas paulatinamente ao longo das últimas semanas, com um esquema de monitoramento do processo que envolve Ancara e a ONU.
AFP com Reuters





