Aa ações do Credit Suisse disparavam na abertura do mercado europeu nesta quinta-feira (16/3), depois de o Banco Nacional da Suíça (BNS, o banco central do país) sinalizar que estava disposto a dar um socorro de 50 bilhões de francos suíços (US$ 53,75) na véspera.
O banco disse na madrugada que tomará o crédito. Os papéis saltaram até 40% nesta manhã, após queda histórica no dia anterior. As Bolsas na Europa também abriram em alta.
Na quarta-feira (15/3), as ações do Credit Suisse desabaram 24,24% e chegaram a valer menos do que uma barra de chocolate.
O banco, que já enfrentava dificuldades, viu a crise se agravar após a recusa de seu principal acionista em fazer um aporte de capital.
O BC suíço e o órgão regulador do setor bancário do país colocaram, então, uma linha de crédito à disposição do Credit, aliviando o temor de investidores.
Além de assustar investidores, a crise em um dos mais mais tradicionais da Europa, somada à quebra do banco americano Silicon Valley na semana passada, colocou governos em alerta.
No Brasil, a avaliação de analistas é que a turbulência pode levar a uma queda antecipada da taxa de básica de juros, a Selic, que está em 13,75% ao ano.
Além do empréstimo oficial, o Credit Suisse também anunciou uma série de operações de recompra de títulos da dívida por quase 3 bilhões de francos suíços (US$ 3,22 bilhões).
“Estas medidas são um movimento decisivo para fortalecer o Credit Suisse, à medida que continuamos nossa transformação estratégica para agregar valor aos nossos clientes e outras partes interessadas”, afirmou o CEO do banco, Ulrich Koerner, em comunicado.
O Globo





