17/09/2026

‘A responsabilidade de Bolsonaro é zero’, diz Valdemar, presidente do PL, sobre os atos golpistas.

Em entrevista ao Jornal da CBN, o presidente do PL negou que o Jair Bolsonaro tenha relação com os atos terroristas ocorridos em Brasília e confirmou que sua volta ao Brasil deve acontecer ainda neste mês.

A intenção do PL é pagar um salário ‘de ministro’ tanto para Bolsonaro quanto para Michele, para que eles trabalhem para o partido.

Para Valdemar Costa Neto, a responsabilidade do que ocorreu na Praça dos Três Poderes deveria ser do atual ministro da Justiça, Flávio Dino, que editou uma portaria autorizando a Força Nacional fazer a segurança dos prédios da Esplanada dos Ministérios naquele dia.

Ele ainda disse que os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro não participaram das cenas de destruição registradas no Congresso Nacional, no Supremo e no Palácio do Planalto.

‘O bolsonarista de verdade é família. Não gosta disso. Ficou lá pedindo para que não se quebrasse nada. Havia extremistas infiltrados’, afirmou.

O presidente do PL confirmou que o ex-presidente combinou a volta ao Brasil até o fim de janeiro e que sua intenção é pagar um salário ‘de ministro’ tanto para Bolsonaro quanto para Michele, para que eles trabalhem para o partido.

‘Michelle iria correr o Brasil, fazendo eventos e trazendo as mulheres para a política do Brasil’, afirmou. Ele ainda contou que ficou preocupado com o estado de ânimo de Jair Bolsonaro após a derrota para Lula nas eleições.

‘Cheguei a pensar que o Bolsonaro iria morrer’, disse.

Ele também afirmou à CBN que ficou surpreso com a minuta golpista encontrada com o ex-ministro Anderson Torres, e disse que várias propostas do tipo circularam antes da posse do presidente Lula.

Valdemar chegou a dizer ter recebido algumas propostas que mandou direto para o moedor de papel sem ler.

Valdemar ainda confirmou que Rogério Marinho, senador eleito pelo PL do Rio Grande do Norte e ex-ministro do Desenvolvimento Regional, vai disputar a presidência do Senado com o Rodrigo Pacheco, que busca a reeleição.

Ele disse que sua legenda tem conversas avançadas com outros partidos e que tem margem de apoio para ganhar a eleição na Casa.

Sobre sua relação com o governo Lula, ele afirmou que não fará uma oposição radical e que votará com o governo caso seja de interesse nacional.

‘Não vamos fazer uma oposição radical. Somos um partido de direita, mas não queremos que o Brasil vá para trás’, disse.
CBN

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