Calado durante os 30 minutos da reunião no Centro de Treinamento Rei Pelé, Eduardo Bauermann já imaginava que o único desfecho possível era o seu afastamento. O zagueiro nem esboçou defesa e foi retirado do elenco profissional, em comunicado divulgado pelo Santos na manhã desta terça-feira (9/5).
Em supostas conversas do jogador com um apostador, por WhatsApp, ele teria reconhecido que recebeu R$ 50 mil para levar cartão amarelo em partida contra o Avaí, pelo Campeonato Brasileiro do ano passado. Ele não teria cumprido o combinado, mas aceitado forçar expulsão na rodada seguinte, diante do Botafogo. O jogador recebeu o vermelho após o final da partida, o que não é aceito por algumas casas de apostas.
Orientado por seu advogado, Bauermann decidiu não se pronunciar.
A decepção do Santos é porque o defensor tinha negado inicialmente qualquer participação em esquema de manipulação de resultados e os dirigentes acreditaram em sua palavra. O clube chegou a colocar seu departamento jurídico à disposição do seu atleta.
Seu futuro na agremiação é considerado difícil, segundo pessoas ouvidas pela Folha. Não lhe foi dado prazo para ser reincorporado ao elenco, se é que isso acontecerá.
Bauremann recebeu um reajuste salarial em setembro do ano passado e passou a ganhar cerca de R$ 180 mil mensais.
Para tentar atenuar a fúria dos apostadores, que teriam perdido R$ 800 mil, segundo as conversas divulgadas, ele teria se comprometido a dar R$ 50 mil mensais até quitar a “dívida”.
Seguindo o UOL, também teria se comprometido a repassar parte do dinheiro que receberia em uma futura venda para o exterior, o que poderia acontecer no final deste ano.
Ele é um dos jogadores que estão em nova denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás na última segunda-feira (8). A investigação engloba jogos do Campeonato Brasileiro das séries A e B de 2022 e estaduais deste ano.
Folhapress





