
Redação Diário Caiçara – A Defesa Civil do Estado de São Paulo confirmou que ventos fortes, com rajadas que podem chegar a 90 km/h, devem atingir o Litoral Norte entre a tarde desta quinta-feira (06/08) e a sexta-feira (07/08). No Vale do Paraíba, os ventos podem variar entre 80 e 90 km/h. Por causa do risco, o órgão vai montar um gabinete de crise presencial nesta quinta-feira, às 8h.
A informação foi confirmada pelo capitão Maxwell Souza, porta-voz da Defesa Civil estadual, em entrevista.
Rajadas rápidas, mas perigosas
Segundo o capitão, o vento não vai soprar forte o tempo todo. O perigo está nas rajadas, que são picos rápidos e intensos, com duração de poucos minutos. É justamente nesses momentos que o risco de acidentes aumenta.
Mesmo rajadas curtas podem derrubar árvores, arrancar telhados, tampas de caixa-d’água e fachadas de comércio. Esses objetos podem cair sobre pessoas, casas e veículos, provocando acidentes graves.
A força do vento pode variar de um bairro para outro, dependendo do relevo, da proximidade do mar e da presença de áreas abertas.
Período de maior risco
O momento mais crítico começa na tarde e na noite desta quinta-feira (6) e segue até sexta-feira (7). Segundo a Defesa Civil, já existe chance de ventos mais fortes ainda na quinta.
O que está causando a ventania
O fenômeno está ligado à formação de uma área de baixa pressão associada a um ciclone extratropical no Sul do país. Existe também a possibilidade de intensificação rápida do sistema, processo conhecido como “ciclone bomba”. Mesmo com o centro do ciclone sobre o oceano, a diferença de pressão e a passagem de uma frente fria podem ampliar as rajadas no Litoral Norte.
AULAS SUSPENSAS
Em razão do alerta emitido pela Defesa Civil, as Prefeituras de Caraguatatuba, São Sebastião e Ubatuba informam que as aulas da rede municipal de ensino serão suspensas durante toda esta sexta-feira (7).
A medida é preventiva e tem como principal objetivo garantir a segurança dos estudantes, profissionais da educação e demais integrantes da comunidade escolar diante das condições meteorológicas previstas.
As Prefeituras orientam a população a acompanhar os comunicados oficiais.

Vento é o maior risco, não a chuva
Diferente de outros episódios, a chuva prevista é baixa e não deve causar alagamentos ou deslizamentos. O maior perigo, segundo a Defesa Civil, é o vento: queda de árvores, destelhamentos, queda de torres de energia e antenas.
Alerta para o mar
No Litoral Norte, pescadores, marinheiros e proprietários de embarcações estão sendo avisados por meio das Defesas Civis municipais e núcleos comunitários. A orientação é retirar barcos e jet-skis de áreas de risco. A ventania pode causar ressaca, ondas altas e dificuldade de navegação, podendo até afetar a travessia entre São Sebastião e Ilhabela.
O capitão lembrou que, na semana passada, uma pessoa morreu afogada após o naufrágio de uma embarcação em São Sebastião, e outra morreu em Santos após ser atingida por uma árvore.
O que fazer antes da ventania
A Defesa Civil recomenda:
Retirar de quintais e varandas objetos como vasos, cadeiras, baldes e piscinas de bolinha
Proteger animais domésticos em local seguro
Retirar placas de comércio e verificar telhados, caixas-d’água e coberturas
Evitar serviços em telhados, fachadas e andaimes durante o período de risco
Evitar praias, parques, trilhas e áreas arborizadas durante as rajadas mais fortes
Se a ventania pegar você na rua
Quem estiver a pé deve procurar um local fechado e resistente, evitando árvores, postes e estruturas leves. Motoristas devem evitar ruas com muitas árvores e não parar embaixo de copas ou postes — o carro não protege contra a queda de uma árvore grande. Em rodovias, a orientação é reduzir a velocidade, manter distância e usar farol baixo.

Gabinete de crise
O gabinete presencial da Defesa Civil começa a funcionar nesta quinta-feira (06/08), às 8h. Nesta quarta-feira (05/08), o órgão já reuniu representantes das prefeituras para apresentar o cenário e alinhar as ações.
O gabinete reunirá concessionárias de energia e água, órgãos de rodovias, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e empresas de telefonia, para agilizar o atendimento a quedas de energia, bloqueios e outras ocorrências.
Telefones de emergência
Defesa Civil: 199
Corpo de Bombeiros: 193
Algumas prefeituras: 156
A população não deve tocar em fios caídos nem tentar remover galhos próximos à rede elétrica.
Imagens: divulgação





