17/09/2026

Vazamentos mostram como funciona algoritmo de buscas do Google


O algoritmo de buscas do Google usa dados de navegação dos usuários, como a quantidade de cliques e tempo na página, para mostrar resultados; valoriza sites com mais reputação em determinados assuntos; favorece textos assinados por um autor e dá preferência a conteúdos acompanhados por vídeos.

Os mais de 14 mil critérios considerados pela empresa para ordenar os resultados das buscas constam em um vazamento de 2.596 arquivos de códigos do poderoso algoritmo da big tech, que joga luz sobre como rodam as engrenagens do maior buscador do mundo —e que confirma pontos que a empresa costumava negar publicamente.

As informações vieram à tona junto de outro vazamento relacionado à empresa, de uma série de alertas sobre violações de privacidade, emitidos por funcionários entre 2013 e 2018. As informações colocam em xeque as políticas de segurança da companhia.

Ambos os vazamentos indicam um descompromisso da empresa em manter seus usuários informados, na avaliação de um dos responsáveis pela divulgação das informações, o especialista em otimização para busca (SEO em inglês) Rand Fishkin.

Em pronunciamento, o Google afirmou que as informações vazadas estão desatualizadas e podem gerar confusão por estarem fora de contexto. A empresa chama as análises dos códigos vazados de “suposições imprecisas”.

Procurada pela Folha, a big tech diz que “trabalha para proteger a integridade dos resultados de busca”. Esse seria o motivo da cautela para divulgar detalhes sobre o algoritmo. A empresa afirma que publica informações sobre como o algoritmo funciona em seu blog.

A primeira leva de vazamentos indica que o Google usa dados de navegação dos usuários no navegador Google Chrome e em smartphones Android para rankear as buscas, ou seja, escolher a ordem dos resultados apresentados. Anteriormente, a empresa havia dito que não usava essas informações no seu processamento de rankeamento.

Embora esses dados estivessem disponíveis desde 13 de março na plataforma de código aberto GitHub, só passaram a repercutir junto à opinião pública após a divulgação de artigos dos especialistas SEO Fishkin e Mike King no fim de maio.

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