
A Ucrânia afirmou, neste domingo (9/6), que suas forças atingiram um avião de guerra ultra-moderno russo estacionado em uma base aérea no sul da Rússia, a quase 600 quilômetros da linha de frente. A alegação foi feita após aliados ocidentais permitirem que Kiev usasse suas armas para ataques limitados dentro do território russo.
O principal serviço de inteligência militar de Kiev compartilhou fotos de satélite que, segundo eles, mostravam as consequências do ataque. Se confirmado, este seria o primeiro ataque realizado com sucesso pela Ucrânia contra um avião de combate Su-57, um caça de dois motores conhecido como a aeronave militar mais avançada de Moscou.
Em uma das imagens, marcas de fuligem preta e pequenas crateras podem ser vistas na pista de concreto ao redor da aeronave estacionada. De acordo com a Direção Principal de Inteligência do Ministério da Defesa ucraniano, o ataque ocorreu no sábado, na base de Akhtubinsk. À AFP, uma fonte da inteligência da Ucrânia afirmou que drones de fabricação ucraniana foram utilizados na operação.
O ataque ocorreu após os Estados Unidos autorizarem que a Ucrânia utilize armas fornecidas pelo Ocidente para atingir alguns alvos em solo russo. O Exército ucraniano já usou esses equipamentos depois de uma orientação recentemente aprovada pelo presidente americano, Joe Biden, que permite que armas fornecidas por Washington sejam usadas com o propósito limitado de defender Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia que tem sido alvo de Moscou.
O órgão de inteligência ucraniano disse que o avião russo, que é capaz de transportar mísseis furtivos por centenas de quilômetros, estava entre os poucos de seu tipo no arsenal da Rússia. De acordo com relatos de agências russas, as Forças Armadas de Moscou obtiveram mais de 10 novos Su-57 no ano passado, e 76 devem ser produzidos até 2028.
A Rússia não comentou os relatos sobre o ataque. No sábado, o Ministério da Defesa russo afirmou que suas forças derrubaram três drones ucranianos na região de Astrakhan, onde fica a pista de Akhtubinsk supostamente atacada por Kiev.
O Globo





