A Uber descobriu que sua rede de computadores foi violada na quinta-feira (15/9), levando a empresa a colocar fora do ar vários de seus sistemas internos de comunicação e engenharia enquanto investigava a extensão do hack.
A violação parece ter comprometido muitos dos sistemas da Uber, e uma pessoa que assumiu a responsabilidade pelo ato enviou imagens de email, armazenamento em nuvem e repositórios de código para pesquisadores de segurança cibernética e para o New York Times.
“Eles praticamente têm acesso total ao Uber”, disse Sam Curry, engenheiro de segurança do Yuga Labs que se correspondeu com a pessoa que afirmou ser responsável pela invasão. “Este é um comprometimento total, ao que parece.”
Um porta-voz da Uber disse que a empresa estava investigando a violação e em contato com as autoridades policiais.
Os funcionários da Uber foram instruídos a não usar o serviço interno de mensagens da empresa, o Slack, e descobriram que outros sistemas internos estavam inacessíveis, disseram dois funcionários, que não estavam autorizados a falar publicamente.
Pouco antes de o sistema Slack ser desativado, na tarde de quinta-feira (15), os funcionários do Uber receberam uma mensagem que dizia: “Anuncio que sou um hacker e o Uber sofreu uma violação de dados”. A mensagem passou a listar vários bancos de dados internos que, segundo o hacker, foram comprometidos.
O hacker invadiu a conta Slack de um funcionário e a usou para enviar a mensagem, disse o porta-voz do Uber. Parece que o hacker mais tarde conseguiu acesso a outros sistemas internos, postando uma foto explícita em uma página de informações internas para funcionários.
A pessoa que reivindicou a responsabilidade pelo hack disse ao Times que tinha enviado uma mensagem para um funcionário do Uber afirmando ser um profissional de informática da companhia. O trabalhador foi persuadido a entregar uma senha que permitiu ao hacker acessar os sistemas do Uber, técnica conhecida como “engenharia social”.
The New York Times





