
Confirmando expectativas e frustrando esperanças, Donald Trump é o vencedor da primária de New Hampshire, realizada nesta terça (23/1), segundo projeção da agência de notícias Associated Press.
Resta saber agora a margem de vitória –se Trump repetir a lavada de Iowa, o feito será visto como o fim da candidatura de Haley e a confirmação da nomeação do empresário. Por outro lado, se a distância for pequena, a candidatura ter alguma sobrevida.
Com um eleitorado mais moderado e possibilidade de participação de independentes na votação, o estado da Costa Leste dos Estados Unidos era a principal esperança para a campanha de Nikki Haley, a última adversária do ex-presidente que restou na corrida republicana.
A ex-embaixadora dos EUA na ONU assumiu o lugar de Ron DeSantis no fim do ano passado como a principal aposta da ala do partido resistente a Trump, angariando apoios importantes de críticos ao ex-presidente e doadores de campanha, como os irmãos Koch.
Sua derrota nesta terça (23) reforça o fracasso desse empenho ante o engajamento incansável da base trumpista. Nos últimos dias, mesmo outros pré-candidatos que tentaram se vender como opções ao ex-presidente, como o senador Tim Scott e o próprio DeSantis, declararam apoio a ele.
A republicana, por sua vez, revidou questionando a aptidão física e mental de Trump, considerando seus 77 anos de idade —a mesma estratégia empregada pelo Partido Republicano contra o democrata Joe Biden, 81.
A próxima primária em que os dois se enfrentam é justamente a Carolina do Sul, terra natal de Haley, governada por ela de 2011 a 2017. Apesar disso, pesquisas apontam o ex-presidente com 60% das intenções de voto no estado. Assim, a decepção em New Hampshire nesta terça pode ser o prenúncio de uma derrota constrangedora para Haley em seu quintal.
Folhapress





