
Dois terremotos atingiram Taiwan nesta terça-feira (2/4), de acordo com o Gdacs (sigla em inglês para Sistema Global de Alerta e Coordenação em Situações de Desastre), órgão ligado à Comissão Europeia e à ONU. O primeiro tremor teve magnitude 7,5, e o segundo, de 6,5.
Bombeiros e o governo da ilha informaram à agência de notícias Reuters que ao menos nove pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas em decorrência dos tremores. Além disso, 50 pessoas estão presas em túneis e prédios que desabaram.
O terremoto, que ainda levou o Japão, as Filipinas e a China Continental a emitirem alertas de tsunami, foi o mais forte a atingir Taiwan em 25 anos. Horas mais tarde, os países cancelaram o alerta. Relatos colhidos pela agência de notícias Reuters apontam que parte de Taipé, a capital, ficou sem energia elétrica.
Veículos da imprensa local transmitiram imagens de prédios tombados no condado de Hualien, no sul, e afirmaram que havia pessoas presas sob os escombros.
Na China continental, o terremoto foi sentido em várias regiões, inclusive Xangai. A província mais afetada foi Fujian, diante da ilha de Taiwan, com relatos sobretudo das cidades de Xiamen e Fuzhou.
Cenas como essas se repetiram em vídeos compartilhados nas redes sociais. Em um deles, é possível ouvir uma pessoa gritando ao ver uma nuvem de terra marrom em um morro, causada por um deslizamento.
Em outro, o que aparenta ser um estúdio de filmagem de um jornal televisivo tem seu equipamento de iluminação chacoalhado durante a transmissão de um programa ao vivo.
São impressionantes as cenas de estruturas que balançam e chegam a tombar, mas resistem.
As imagens não puderam ser verificadas de forma independente.
As informações do Gdacs apontam que o primeiro terremoto ocorreu a uma profundidade de 11,4 km. Geralmente, quanto mais próximos da superfície, mais intensos são os tremores. O segundo foi registrado a 11,8 km.
Uma estudante brasileira que preferiu não revelar o nome informou que estava a caminho da faculdade de bicicleta e não sentiu o primeiro terremoto, só os choques posteriores, também violentos.
Folhapress





