A tempestade subtropical Yakecan (“som do céu”, em tupi-guarani) atingiu o litoral sul do Brasil na madrugada de terça-feira (17/5), provocando ventos de até 100 km/h, quedas de árvores e sinais de trânsito, interrupções no fornecimento de luz, suspensão de aulas e pelo menos uma morte.
Antes, a Yakecan já havia atingido as costas da Argentina e do Uruguai, na segunda-feira. Após alcançar o continente, o fenômeno teve sua classificação alterada de ciclone para tempestade, o que significa ventos mais violentos e maior potencial destrutivo.
Apesar do impacto, meteorologistas dos três países descartaram que o Yakecan evolua para um furacão —com ventos acima de 120 km/h— e afirmaram que o mais provável é que a tempestade volte a se deslocar para leste em direção a alto mar a partir de quarta-feira (18/5).
O órgão recomenda que, até a manhã desta quarta-feira (18), pessoas na região leste do Rio Grande do Sul evitem sair de casa, ficar em baixo de árvores e postes ou deslocar-se por ruas e estradas. Sugere retirar equipamentos eletrônicos das tomadas, desligar registro de mangueiras de botijões de gás, verificar telhados, janelas e portas.
Depressões, tempestades e furacões são sistemas de baixa pressão atmosférica, fenômenos comuns no inverno no Atlântico Sul.
As 4 cidades do Litoral Norte Paulista sentiram em cheio a tempestade. A madrugada foi especialmente difícil com a baixa temperatura e os ventos fortes e uivantes, balançando portas, janelas e outros materiais. A temperatura no LN desabou e esse clima deve permanecer até agosto, com o inverno tendo antecipado sua chegada em quase um mês.
A diferença entre depressão, tempestade e furacão está relacionada à velocidade dos ventos associados ao sistema. Quando os ventos ficam entre 30 km/h e 50 km/h, o fenômeno é classificado como depressão. De 60 km/h a 120 km/h, passa a ser considerado tempestade, e acima de 120 km/h, furacão.
BBC Brasil





