
Um lote de imagens recém-lançadas capturadas pelo Telescópio Espacial James Webb mostra em detalhes 19 galáxias espirais que ficam relativamente perto da nossa Via Láctea. O conjunto oferece novas pistas sobre a formação de estrelas, bem como a estrutura e evolução galáctica.
As imagens foram tornadas públicas nesta segunda-feira (29/1) por uma equipe de cientistas envolvidos em um projeto chamado Física em Alta Resolução Angular em Galáxias Próximas (PHANGS). O grupo atua em vários observatórios astronômicos importantes.
A galáxia mais próxima das 19 é chamada de NGC5068 e fica a cerca de 15 milhões de anos-luz da Terra. A mais distante, por sua vez, é a NGC1365, que está a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano: 9,5 trilhões de km.
O Telescópio Espacial James Webb (JWST) foi lançado em 2021 e começou a coletar dados em 2022, remodelando a compreensão do Universo primordial enquanto faz incríveis registros do cosmos. O equipamento observa o Universo principalmente no infravermelho. Já o Telescópio Espacial Hubble, lançado em 1990 e ainda em operação, o examinou principalmente em comprimentos de onda ópticos e ultravioleta.
Galáxias espirais, que se assemelham a enormes cata-ventos, são um tipo comum de galáxia. A nossa Via Láctea é uma delas.
As novas observações vieram da Câmera de Infravermelho Próximo (NIRCam) e do Instrumento de Infravermelho Médio (MIRI) de Webb. Elas mostram aproximadamente 100 mil aglomerados de estrelas e milhões ou talvez bilhões de estrelas individuais.
As imagens permitem que os cientistas, pela primeira vez, resolvam a estrutura das nuvens de poeira e gás a partir das quais estrelas e planetas se formam com um alto nível de detalhes em galáxias além da Grande Nuvem de Magalhães e da Pequena Nuvem de Magalhães, duas galáxias consideradas satélites galácticos da expansiva Via Láctea.
Reuters





