17/09/2026

Tebet culpa no JN polarização por falta de apoio e fala em cooptação no MDB.

A candidata à Presidência da República Simone Tebet (MDB) afirmou nesta sexta-feira (26/8) que a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL), está “levando o país para o abismo”.

A senadora ainda culpou a polarização pela falta de apoio a sua candidatura e afirmou que alguns integrantes de seu partido foram cooptados

Tebet participou da sabatina do Jornal Nacional, da Rede Globo. Ela foi a última dos candidatos a participar do programa. Antes dela, foram entrevistados Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A Rede Globo convidou para as sabatinas os cinco melhores colocados na pesquisa Datafolha divulgada no fim de julho. André Janones (Avante), no entanto, deixou a corrida presidencial.

A senadora foi questionada durante a sabatina por que não conseguiu unir o MDB em torno de sua candidatura, com alas apoiando seus rivais na disputa. Então culpou a polarização e falou que alguns de seus companheiros foram cooptados.

“Estamos diante de uma polarização, política e ideológica que está levando o país para o abismo […] polarização que faz com que alguns companheiros [do MDB] sejam cooptados”, afirmou.

Simone Tebet também buscou se diferenciar de outros integrantes do MDB que foram acusados e condenados por corrupção. Afirmou que seu partido é “muito maior que meia dúzia de políticos e seus caciques”. Também disse que o MDB não é mais um partido fisiológico.

A senadora também voltou a falar que tentaram puxar o seu tapete durante a campanha eleitoral. Tebet já havia falado anteriormente que revelaria o que sabe sobre articulações contra ela, mas segue sem dar detalhes.

Simone Tebet também ressaltou o fato de ser uma candidata mulher e que por isso terá um outro olhar para governar o país.

“A presidente que vai estar governando o Brasil não é a senadora, não é a deputada, que foi prefeita. É a alma da mulher e coração de mãe”.

Tebet também disse que atualmente mulheres não votam em mulheres porque ainda desconhecem os quadros que disputam as eleições.

“A mulher vota em mulher, se souber que tem uma mulher competitiva, corajosa, que trabalha”, afirmou a parlamentar, acrescentando que a situação das mulheres na política vai mudar quando 30% das executivas partidárias estiver nas mãos de mulheres.

“Não é só do meu partido, são de todos os partidos. Eles só cumprem a cota [de candidatas mulheres]”, afirmou a senadora, que chamou a disparidade de gênero de “violência política”.

Ainda sobre o tema, ela foi perguntada por que não conseguiu envolver o MDB num projeto de maior igualdade de gênero nas candidaturas. “É uma escada, tudo na vida da gente é difícil. Como é difícil ser mulher na iniciativa privada, que dirá na vida pública”, disse Simone, que defendeu seu partido.

“Estou diante de um partido que saiu na vanguarda que decidiu lançar neste mais difícil no Brasil uma mulher candidata a presidente da República”.

Tebet ainda destacou proposta de igualdade salarial entre homens e mulheres.
Folhapress

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