(Da Redação) O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas divulgou uma série de medidas para auxiliar as vítimas da tempestade que assolou São Sebastião no final de semana, entre elas, uma política habitacional de emergência. O anúncio foi feito após reunião do secretariado, em entrevista coletiva, no início da tarde desta quinta-feira (23/2), no Teatro Municipal de São Sebastião.
Inicialmente, o governador, que está no Município desde domingo (19), atualizou os números da tragédia. Foram confirmadas 48 mortes, há 38 pessoas desaparecidas e são 1.730 desalojados e 1.799 desabrigados. Cinco frentes de buscas atuam para localizar os desaparecidos, sendo três em Barra do Sahy e duas em Juquehy.
Com relação às estradas, nesta quarta-feira (22) foi desbloqueado um trecho de cerca de 1,5 km, entre Barra do Sahy e Juquehy. Inicialmente, a liberação no sentido sul é para veículos de emergência e suprimento. Em breve, deve ser liberada para a população em geral, segundo o governador.
Habitação
Sete escolas do Município são usadas como abrigo e o objetivo é liberá-las para as aulas a partir de 6 de março. Além disso, a Escola Estadual Plínio Gonçalves foi destruída e será reconstruída pelo Governo do Estado.
Tarcísio de Freitas afirmou que o objetivo é retirar e não permitir que as pessoas que retornem às áreas de risco. “O município possui poucas áreas, que têm de ser aproveitadas ao máximo. Iniciamos a discussão da flexibilização do gabarito para construção de casas, com o objetivo de aumentar de nove para 15 metros a altura máxima. O objetivo é aproveitar mais o terreno e manter pessoas nos seus bairros”.
A Prefeitura deve transferir para a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) uma área de no Bairro da Topolândia de 9.5 mil m², uma área na Barra do Sahy próximo ao Verdescola e 12 mil m² em Maresias.
“Vamos construir a Vila de Passagem em parte dos terrenos. São moradias provisórias, dignas e mobiliadas. São construções mais rápidas, que as pessoas ficariam até a conclusão das unidades da CDHU. Assim que um grupo fosse para as casas, outras pessoas ocupariam a Vila de Passagem”, explicou o governador.
A Vila de Passagem deve ser construída pela iniciativa privada. Segundo o governador, a Vale do Rio Doce e instituições financeiras querem ajudar na recuperação das áreas atingidas e ele solicitou a construção de casas.
O governador afirmou que o caso de São Sebastião será usado para definir um modelo de enfrentamento de crise, principalmente a desmobilização de pessoas de áreas de risco. ‘É preciso treinar as pessoas pra saberem quando sair de casa e para onde irem. Isso deve ser feito pelas crianças, que aprendem rápido e levam a informação pra casa. Vamos incluir a disciplina relacionada à defesa civil e primeiros socorros”.
Outras ações
Em Barra do Sahy, foi instalado um posto de comando avançado da Polícia Militar com objetivo de oferecer maior segurança no local. Uma unidade do Poupatempo móvel vai fazer a segunda via para as pessoas que perderam os documentos na tragédia.
Também está previsto o Auxílio Calamidade, com recursos na ordem de R$ 20 mil para cada grupo de 50 pessoas. Os recursos serão repassados por intermédio da Prefeitura.
Para micro e pequenos empreendedores, foi destinada uma linha de crédito com empréstimos de até 21 mil, com seis meses de carência e pagamento em 48 meses com juro zero.
O Desenvolve SP vai disponibilizar R$ 283 milhões para empréstimos às prefeituras atingidas pela catástrofe, além do estudo de aporte de crédito na reembolsável. Haverá recursos ainda para empreendedores maiores.
O governador anunciou ainda créditos do Desenvolve SP para o Turismo, que deve ser prejudicado e a criação de uma agenda cultural para a baixa temporada, com objetivo de atrair turistas para a região.





