
Estrela da noite (20/08), o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama encerrou o segundo dia da Convenção Nacional Democrata, em Chicago, abraçando a mesma tarefa que assumiu em 2016 ao passar o bastão a Hillary Clinton — a primeira mulher a enfrentar Donald Trump numa disputa pela Casa Branca. Para isso, ele inclusive renovou o seu famoso slogan “Yes, we can” (“Sim, nós podemos”) de quando disputou as eleições pela primeira vez, destacando que Kamala é um símbolo da verdadeira liberdade:
— Sim, ela pode — disse o ex-presidente democrata, que foi respondido por gritos de “Yes, she can” da plateia. — Nós temos uma visão mais ampla de liberdade. (…) Nós acreditamos que a verdadeira liberdade dá a cada um de nós a liberdade de decidir a nossa própria vida: como nos vestimos, como nossa família se parecerá, quantos filhos vamos ter, com quem nós nos casamos. E nós acreditamos que a liberdade exige que reconheçamos que outras pessoas têm a liberdade de tomar decisões que são diferentes das nossas. Isto é os EUA que Kamala e Tim [Walz, seu vice] acreditam.
Em meio a um entusiasmo na campanha democrata que remonta à “febre Obama” de 2008, o ex-presidente apostou no tom bem-humorado até quando atacava o candidato republicano, buscando equilibrar o otimismo de levar a primeira mulher negra e sul-asiática ao Salão Oval com o alerta sobre o que as eleições de novembro representam para o futuro da democracia americana.
— Eu estou me sentindo esperançoso, porque essa convenção sempre foi boa com crianças de nomes engraçados que acreditaram em um país em que tudo é possível — brincou Obama. — Nós temos a chance de eleger uma pessoa que passou toda sua vida tentando dar às pessoas as mesmas oportunidades que os EUA lhe deram. Alguém que vê você, ouve você, e vai acordar todos os dias para lutar por você: a próxima presidente dos EUA, Kamala Harris.
O Globo





