
Uma série de atentados a instalações da SNCF, a rede ferroviária francesa, na madrugada desta sexta-feira (26/7), são um “ataque maciço” coordenado para prejudicar os Jogos Olímpicos, segundo o governo francês.
Em diversos pontos no entorno de Paris, cabos elétricos da rede foram cortados e queimados. Isso levou a fortes perturbações no tráfego ferroviário da França, atingindo 250 mil passageiros.
Houve, ainda, um segundo incidente de segurança. O aeroporto de Basileia-Mulhouse, na França, próximo à fronteira com a Suíça, foi evacuado na manhã desta sexta, no horário local, devido a uma ameaça de bomba.
Não se sabia ainda, às 10h de Paris (5h de Brasília), quem estaria por trás da tentativa de sabotagem olímpica, no dia da abertura oficial dos Jogos.
O presidente da SNCF, Jean-Pierre Farandou, acusou “um bando de iluminados, de irresponsáveis” pelos atos. Acredita-se que o conserto das instalações sabotadas vá durar todo o fim de semana.
O primeiro-ministro Gabriel Attal afirmou que o governo está preparando um plano provisório com horários de trem alternativos.
“Antecipamos esse tipo de cenário. Sinto pelos ferroviários, que já estão consertando as linhas, e pelas pessoas em férias”, disse Amélie Oudéa-Castéra, ministra dos Esportes e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.
O tráfego ferroviário representa pouco mais da metade de todo o transporte de passageiros na França, com quase 2 bilhões de viagens por ano. Os quase 400 TGVs (trens de grande velocidade), que podem chegar a 320 quilômetros por hora, interligam as sedes olímpicas de Paris, Bordeaux, Lyon, Marselha e Lille.
As autoridades recomendaram a quem puder que adie viagens de trem. A segurança nas estações foi reforçada.
O trânsito em Paris circulava com lentidão na manhã desta sexta, o que já era esperado, em função do esquema de segurança para a abertura. O metrô de Paris funcionava normalmente, apesar de alguns problemas técnicos e muitas estações fechadas em função da cerimônia.
Folhapress
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