
Enquanto o presidente Volodimir Zelenski ampliou seu giro para pedir ajuda contra a invasão russa da Ucrânia, as forças de Vladimir Putin promoveram o segundo ataque com mísseis balísticos da semana contra Kiev nesta quarta (13/12).
Ao menos 53 pessoas ficaram feridas, maior número em semanas na capital do país em guerra desde fevereiro de 2022. Conjuntos residenciais e um hospital infantil foram atingidos pelos destroços dos armamentos abatidos pela Força Aérea local.
Segundo os militares, todos os dez mísseis foram derrubados na ação, que ocorreu no meio da madrugada, às 3h (21h em Brasília), mas ainda assim fizeram estragos. Como ocorrera na segunda (11), não foram usados drones de origem iraniana contra a capital.
Movidos a hélice, são armas lentas e de fácil abate, que voam a menos de 200 km/h. Já os mísseis empregados, que a Ucrânia sugeriu serem modelos Iskander-M, chegam na fase final de seu ataque a mais de 7.500 km/h. Podem ter sido empregados também armas de defesa aérea do sistema S-400 adaptadas para ataque a solo, menos precisas mas até duas vezes mais velozes.
Pelo alcance máximo desses sistemas, entre 400 km e 500 km, e o fato de serem armas lançadas do solo, é provável que os mísseis tenham sido disparados de Belarus ou de algum ponto avançado das áreas ocupadas pelos russos ao sul do país.
Folhapress





