A ministra Rosa Weber tomou posse, nesta segunda-feira (12/9), como nova presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Em cerimônia mais discreta do que a de Alexandre Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Weber foi empossada com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP); de chefes de Estado; do ex-presidente José Sarney; de candidatos e convidados em geral.
Também ministro, Luiz Roberto Barroso tomou posse como vice-presidente da Corte e também do CNJ.
Em discurso, a ministra Cármen Lúcia ressaltou que o STF, com a cerimônia de posso de Weber, mais uma vez reverencia a República Federativa do Brasil. “Reafirma-se o símbolo de continuidade das instituições. A posse da ministra Rosa Weber no cargo de presidente reveste-se de inegável importância jurídica e social. Pela primeira vez chega a esse cargo uma magistrada de carreira, que entrou na magistratura por concurso público, em 1976”, disse.
“O momento cobra decoro. A República demanda compostura. Tudo que vossa excelência tem”, ressaltou Cármen para Rosa Weber.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) não participou do evento. Os ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também convidados por Weber, também não foram à posse da nova presidente da Corte.
Da cerimônia, participaram o advogado-geral da União, Bruno Bianco; o procurador-geral da República, Augusto Aras; a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza Assis; o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha; o ministro da Justiça, Anderson Torres; e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Rosa Weber terá relevante papel para a magistratura – não só pelas quatro décadas de dedicação da ministra ao direito, mas também pela representatividade feminina. Weber será a terceira mulher a assumir a chefia da Corte Suprema, em 131 anos desde a fundação do STF. Antes dela, estiveram no cargo as ministras Ellen Gracie, de 2006 a 2008, e Cármen Lúcia, de 2016 a 2018.
Desde 1891, 46 homens presidiram a Corte Suprema. O ano de 2022, no entanto, começa a apresentar novas perspectivas.
A partir deste 12 de setembro, o STF e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) serão comandados por mulheres. A ministra Rosa Weber assume nesta terça a chefia da Suprema Corte, onde apenas 18% dos ministros são do sexo feminino; ou seja, entre 11 ministros, há apenas duas mulheres.
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