17/09/2026

Roberto Jefferson disparou mais de 20 tiros de fuzil e lançou duas granadas contra PF, diz investigação.

O político de extrema direita Roberto Jefferson disparou mais de 20 tiros de fuzil e lançou duas granadas contra policiais federais, na manhã deste sábado (23/10).

A Polícia Federal foi ao endereço do ex-deputado para cumprir uma ordem de prisão do STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Alexandre de Moraes afirma em sua decisão que Jefferson descumpriu medidas impostas anteriormente pelo tribunal.

Fontes que participam da apuração do caso afirmam que os disparos foram realizados logo no momento da chegada do carro no local.

Além de transformar a prisão domiciliar com tornozeleira em preventiva, Moraes também ordenou a realização de busca e apreensão na residência de Jefferson.

Jefferson é alvo de ação da Polícia Federal neste domingo (23). Ele reagiu à abordagem, atirou e lançou granadas na direção dos agentes, segundo a PF. Dois agentes foram feridos por estilhaços.

O ex-parlamentar foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República em agosto de 2021 por incitação ao crime por estimular a população a invadir o Congresso e a atacar instituições como o STF.

Ele chegou a ser detido em uma penitenciária, mas Moraes concedeu prisão domiciliar com uso de tornozeleira. O ministro também elencou medidas restritivas que ele deveria cumprir.

Entre elas, não dar entrevistas, não receber visitas e não se valer das redes sociais para se comunicar.

Moraes elenca na decisão ao menos três burlas de Jefferson as medidas impostas.

Segundo ele, Jefferson recebeu visita e repassou orientações a dirigentes do PTB, concedeu entrevista à rádio Jovem Pan e divulgou notícias fraudulentas contra ministros do STF.

A decisão de prendê-lo foi tomada porque, a partir de terça-feira (25), ele não poderia mais ser detido, como determina a lei eleitoral. Segundo esta regra, ninguém pode ser preso a não ser em flagrante cinco dias antes das eleições.

A certeza de que Jefferson coordenaria ataques para desestabilizar o pleito levou a Corte a pedir a sua prisão neste domingo.
Folhapress

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