
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, nesta quinta-feira (30/11), que o único refém brasileiro detido na Faixa de Gaza pelo grupo extremista Hamas, desde 7 de outubro — início das ofensivas contra Israel —, ainda “pode ser liberado esses dias”.
A jornalistas, o mandatário agradeceu o governo do Catar nas negociações relacionadas à soltura de brasileiros. Lula disse que o país do Oriente Médio “teve um papel importante” para a libertação dos brasileiros que estavam em Gaza.
Até agora, o governo federal repatriou um grupo de 32 brasileiros e seus familiares presos no território palestino.
Ele também afirmou, nessa quarta (29/11), que segue tentando repatriar os cidadãos que estão em Israel e desejam deixar o território em guerra.
“Nós ainda temos brasileiros em Israel. Quero ver se consigo trazer todo e qualquer brasileiro que queira voltar para o Brasil”, declarou após encontro com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed bin Salman.
O presidente está na região para representar o Brasil na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A Embaixada do Brasil em Israel informou que o chanceler Frederico Meyer encontrou-se com a irmã do único brasileiro refém em Gaza, que, segundo autoridades israelenses, foi sequestrado pelo Hamas no trajeto para buscar a neta.
Durante a conversa, Meyer garantiu à irmã da vítima que o governo federal está “fazendo tudo ao seu alcance para ajudar na libertação do brasileiro e dos demais reféns”.
A vítima é supostamente Michel Nisenbaum, de 59 anos, que tem dupla cidadania (israelense e brasileira). Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, ele mora em Israel há 45 anos, onde trabalha como técnico em informática.
Metrópoles





