Os quatro suspeitos de terem pendurado um boneco com a camisa de Vinícius Junior em Madri, antes de clássico entre Real Madrid e Atlético de Madrid tiveram medida cautelar definida pela justiça local.
Os suspeitos, que foram detidos e liberados após prestarem depoimento, ficam proibidos de se aproximarem ou se comunicarem com Vinícius, e de chegarem a menos de 1km de qualquer estádio da LaLiga. Eles respondem por crime de ódio. Três deles têm antecedentes criminais.
Todos os detidos se recusaram a depor perante o juiz, que agora deve marcar uma data para o julgamento. O Código Penal local prevê penas de até 4 anos de prisão para crimes de ódio graves.
A polícia nacional da Espanha identificou também três torcedores que insultaram o brasileiro com xingamentos racistas no duelo entre Valencia e o Real Madrid, no Estádio Mestalla, no último domingo. A operação ocorreu pouco depois de, em Madri, a polícia prender os suspeitos de colocarem o boneco com uma camisa de Vini Jr enforcado em uma ponte da capital.
O Real Madrid entrou com denúncia junto à Procuradoria Geral do Estado, alegando crime de ódio e discriminação contra Vini Jr. Uma investigação foi aberta para punir criminalmente os responsáveis.
O Ministério do Esporte da Espanha, através da Comissão Permanente contra Violência, Racismo, Xenofobia e Intolerância – responsável por punir os atos racistas no âmbito esportivo – também iniciou a análise dos vídeos do incidente no Mestalla na última segunda-feira.
GE





