
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, sugeriu neste sábado (23/3) o envolvimento da Ucrânia, país que invadiu em 2022, no atentado terrorista que matou que matou ao menos 133 pessoas na noite de sexta em Moscou. A ação foi assumida pelo grupo Estado Islâmico.
O russo fez a primeira fala sobre a tragédia ocorrida em uma casa de espetáculos após a prisão de 11 pessoas, inclusive 4 acusadas de terem atirado contra a plateia lotada do local. Ao decretar luto oficial e expressar condolências às famílias das vítimas, ele disse que os suspeitos foram detidos enquanto rumavam “na direção da Ucrânia”.
Segundo ele, há “informações preliminares” de que pessoas esperavam os agressores para fazer a travessia na fronteira. Já o EI divulgou vídeo reafirmando a autoria pelo ataque, identificando os agressores e afirmando que o incidente faz parte da “guerra furiosa” entre o grupo e “os Estados que combatem o Islã”.
“Nossos inimigos não vão nos dividir”, disse o presidente russo na TV estatal. Ele qualificou o ataque de “bárbaro, selvagem, sangrento”.
Apesar da insinuação acerca da responsabilidade da Ucrânia, Putin não fez uma acusação direta ao governo de Volodimir Zelenski, dizendo que irá punir “quem quer” que esteja envolvido no atentado. Nesta semana, ele havia dito que os alertas sobre ataque terrorista iminentes emitidos pela Embaixada dos EUA em Moscou era “chantagem” para “desestabilizar nossa sociedade”.
Os quatro acusados pela ação, um dos quais a confessou em um vídeo, foram detidos em Briansk, região 340 km a sudoeste de Moscou, na manhã deste sábado. A área florestal fica a cerca de 130 km da fronteira ucraniana.
O governo em Kiev negou qualquer participação no caso, no que foi secundado pelos Estados Unidos e por países europeus. Como seria óbvio, dado que na sexta o Kremlin disse enfim que estava em guerra com a Ucrânia e acusou o Ocidente por isso, as falas foram descartadas como precipitadas em Moscou.
Folhapress





