A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) iniciou nesta segunda-feira, 3/10, as conversas com os candidatos derrotados no primeiro turno para formar alianças na disputa presidencial. Segundo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, ela já entrou em contato com o PDT, o União Brasil, o PSDB e o MDB para ampliar o leque de aliados. A intenção do partido é ter respostas nos próximos dois dias, segundo Gleisi.
Os partidos que compõem a campanha de Lula apostam em três eixos iniciais para ampliar a vantagem sobre Bolsonaro. O mais imediato é a construção do arco de alianças. Na sequência, recomeça a campanha de rua, quando Lula quer diálogo com eleitores que não apoiam o PT para defender que sua candidatura representa a democracia e o bem-estar social, enquanto Bolsonaro representa o descaso com a população e ameaças à democracia. Os petistas também querem detalhar propostas especialmente para a classe média, com a avaliação de que, no primeiro turno, os planos apresentados miraram sobretudo os pobres.
Sobre os próximos passos da campanha, Lula afirmou que é preciso conversar nas próximas três semanas com os eleitores que “parece que não gostam” do PT. “A partir de amanhã é menos conversa entre nós e mais conversa com o eleitor. A gente não precisa conversar com quem a gente já conhece. A gente precisa conversar com quem parece que não gosta da gente”, disse. Lula indicou que visitará Estados do Nordeste e Minas Gerais e aliados afirmam que ele deve também se dedicar ao interior de São Paulo.
Lula afirmou que as alianças não serão feitas por alinhamento ideológico. “Agora a escolha não é ideológica, não, agora vamos conversar com todas as forças políticas que tenham voto, que tenham significância política”, disse.
Estadão





