17/09/2026

Protesto pró-Israel reúne quase 300 mil pessoas em Washington


Em resposta a protestos pró-Palestina e ao aumento de críticas a Israel, centenas de milhares de pessoas se reuniram em Washington nesta terça-feira (14/11) em uma demonstração de apoio a Tel Aviv.

“Não a um cessar-fogo”, “nunca mais” e “tragam eles para casa” foram as principais palavras de ordem entoadas pelo público. Os manifestantes também fizeram uma oração pelas IDF, as Forças de Defesa de Israel.

“Esse é o maior protesto pró-Israel na história”, disse William Daroff, presidente da Conferência dos Presidentes das Principais Organizações Judaicas Americanas, uma das entidades organizadoras da ação. Segundo ele, os atos reuniram cerca de 290 mil pessoas.

Um palco foi montado no National Mall, emoldurando o Capitólio ao fundo. O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, e o presidente da Câmara, o republicano Mike Johnson, discursaram um após o outro, reforçando o apoio bipartidário do Congresso a Tel Aviv. Também se manifestaram os líderes da minoria de cada partido nas duas Casas, o deputado Hakeem Jeffries e a republicana Joni Ernst.

“Os EUA sempre estiveram ao lado de Israel e vamos fazer de tudo para que isso nunca mude”, disse Schumer, que é judeu. Seu discurso foi interrompido por gritos de “USA” (EUA, em inglês). “Poucas questões em Washington uniriam os dois partidos tão facilmente”, afirmou Johnson.

Ecoando o discurso do presidente israelense, Isaac Herzog, que participou do protesto por vídeo, Johnson disse que o conflito é uma luta entre “o bem e o mal” e que os pedidos por um cessar-fogo são “revoltantes” —a posição oficial dos EUA é que um cessar-fogo serviria para fortalecer o Hamas.

Jeffries lembrou o pedido de verba suplementar para apoiar Tel Aviv e a Ucrânia feito pelo presidente Joe Biden ao Congresso. A demanda está parada no Legislativo devido a divisões internas entre os deputados. Ressaltando o que chamou de “relação especial” dos EUA com Israel, ele disse que também é importante garantir a paz com os palestinos.

“Estamos aqui como republicanos e democratas para garantir a vocês que não vamos recuar e nos encolher de medo. Não vamos nos encolher de medo como muitos no mundo já fizeram. Não vamos ficar quietos enquanto o antissemitismo é promovido em salas de aula e campi”, disse a senadora Ernst.

Diversas organizações judaicas no país, de escolas a sinagogas, organizaram o transporte de manifestantes para a marcha –muitos ônibus estavam estacionados no entorno do National Mall, que foi alvo também de um forte esquema de segurança, diante do temor de algum tipo de ataque ao evento.
Folhapress

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