
O líder opositor russo Alexei Navalni, 47, está morto. O mais conhecido crítico do governo de Vladimir Putin estava preso em uma cadeia na remota região de Yamalo-Nenets, no Ártico, e cumpria 30 anos de pena por condenações diversas.
A morte foi anunciada pelo Serviço Federal Prisional da Rússia nesta sexta (16/2), e até agora as causas não foram reveladas. Em nota, o órgão disse que Navalni “se sentiu mal após uma caminhada, perdendo quase imediatamente a consciência”.
“A equipe médica da instituição chegou imediatamente, e uma ambulância foi chamada. Todas as medidas de ressuscitação foram tomadas, sem resultado positivo. A causa da morte está sendo estabelecida”, completa o texto. A cadeia, conhecida como Lobo Polar devido às suas condições duríssimas, fica numa região a 1.900 km de Moscou que registrou até 24 graus negativos nessa sexta.
O jornalista independente russo Dmitri Muratov, que ganhou o prêmio Nobel da Paz em 2021, disse que o opositor foi “assassinado”. Ele atribuiu a morte às condições de sua prisão. Na mesma linha foi o ex-oligarca Mikhail Khodorkovski, que passou três anos preso após entrar em rota de colisão com Putin nos anos 2010.
Ao longo de sua detenção, o ativista fez greves de fome e teve uma deterioração acentuada de suas condições de saúde, o que seus advogados creditavam aos períodos de isolamento em solitárias, má nutrição e tortura psicológica. O próprio Navalni, em uma mensagem recente, dizia que era acordado por músicas nacionalistas pró-Putin.
O Kremlin disse que o presidente foi notificado da morte, mas a assessora de Navalni, Kira Iarmich, afirmou no X que nem a família nem os colegas do ativista foram notificados. Um advogado está a caminho de Kharp, onde fica a Unidade Prisional 3, onde estava preso Navalni. A cadeia é conhecida como “Lobo Polar”, devido às suas condições rígidas.
Folhapress





