17/09/2026

Polícia e Exército fazem operação contra atiradores suspeitos de ligação com PCC.

Operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Exército cumpriu nesta sexta-feira (12/8) mandados de busca e apreensão em endereços de CACs (caçadores, atiradores e colecionadores) supostamente ligados à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os investigadores apuram se a quadrilha vem usando pessoas detentoras de autorização concedida pelo Exército como “laranjas” para comprar de armamento a ser empregado em ações criminosas. As buscas foram autorizadas pela Justiça paulista.

Entre os alvos da polícia estão dirigentes da UPBus, entre eles Rogério Gomes Coelho, diretor operacional da empresa de ônibus que atua na zona leste da capital, e Anísio Amaral da Silva, vulgo Biu, apontado pelos investigadores como um dos chefes do PCC responsáveis pelo controle da UPBus.

A Folha não conseguiu contato com a defesa das pessoas alvos da operação. Em junho, o advogado de Biu não quis comentar o caso.

De acordo informações obtidas pela Folha, a operação desta sexta-feira é desdobramento das buscas realizadas pelos policiais do Denarc (narcóticos) em junho deste ano, dentro do inquérito que apura a suposta participação de integrantes da facção criminosa no controle da empresa de ônibus.

A nova investigação foi iniciada porque, durante a operação passada, os policiais encontraram armas e munições nos endereços de suspeitos e, para surpresa deles, todo material estava legalizado em nome de pessoas com registro no Exército como caçadores, atiradores e colecionadores.

Com a ajuda dos militares, a Polícia Civil depois descobriu que o armamento achado nesses endereços deveria ser ainda maior. Para os investigadores, isso seria indício de que as armas estivessem naquela ocasião emprestadas ilegalmente a terceiros.

O resultado da nova operação não foi divulgado pela Polícia Civil, mas a Folha apurou que, assim como havia ocorrido em junho, nenhuma arma foi encontrada nos endereços ligados a Coelho. Pelas informações do Exército, a polícia esperava encontrar um fuzil, uma pistola e um revólver.

A investigação agora vai tentar apurar onde estão essas armas. Como o diretor da empresa também não foi localizado, os policiais querem encontrá-lo para obter alguma explicação.

Se estivesse no endereço e sem as armas, Coelho poderia ter sido preso, conforme a polícia. Isso porque, conforme documentos entregues à Justiça, para conseguir autorização, o CAC deve indicar os endereços onde as armas serão guardadas, para eventual fiscalização do Exército.
Folhapress

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