Tripulantes aéreos iniciaram uma paralisação no aeroporto de Congonhas por volta das 6h desta segunda (19/12). A greve acontece após falharem as negociações entre a categoria e as companhias por reajuste salarial e mudanças nos regimes de descanso.
Pilotos e comissários começaram a se reunir no saguão do aeroporto e somavam cerca de 30 pessoas. Por volta de 6h30, havia quatro voos atrasados, segundo um dos painéis no saguão —um para o Rio de Janeiro, dois para Belo Horizonte e um para o Recife.
“Esperamos que o saguão esteja cheio de tripulantes, porque as empresas estão sendo intransigentes”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Henrique Hacklaender.
Por volta das 7h30, a mobilização continuava no saguão. Segundo informações da Infraero, que opera o aeroporto, havia apenas um voo atrasado, com destino ao Aeroporto Internacional de Navegantes, em Santa Catarina. Já em Guarulhos, segundo a concessionária GRU Airport, foram registrados 10 atrasos.
A mobilização terminou às 8h e deve continuar nos próximos dias, caso não haja acordo.
“As paralisações vão continuar a partir de hoje, por duas horas, nesse modelo, conforme indicação da assembleia”, disse Hacklaender. “Entendo que voos sofreram atrasos e isso vai continuar acontecendo. Gera transtorno, mas é necessário neste momento”.
Além de Congonhas e Guarulhos, o Galeão, no Rio, havia registrado três atrasos até as 8h, e Viracopos, em Campinas, um atraso.
As negociações das últimas semanas não chegaram a um acordo e os tripulantes aéreos decidiram no domingo (18) manter a greve programada para esta segunda-feira (19).
A categoria rejeitou uma proposta apresentada pelo Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) após negociação intermediada pelo vice-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Aloysio Corrêa da Veiga.
Com a decisão da categoria, os atrasos nas decolagens programadas entre 6h e 8h nos aeroportos de Congonhas (São Paulo), Guarulhos, Galeão, Santos Dumont (ambos no Rio), Viracopos (Campinas), Porto Alegre, Fortaleza, Brasília e Confins (Belo Horizonte) estão mantidos.
Folhapress





