O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,9% no ano de 2022, divulgou nesta quinta-feira (2/3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A atividade teve grande impulso do setor de serviços, o principal da economia brasileira, que acelerou principalmente no primeiro semestre.
Estímulos fiscais dados à economia impulsionaram os números, junto com o chamado “efeito reabertura”, em que o retorno a bares, restaurantes, salões de beleza, turismo e outras atividades provocou um aumento expressivo do consumo.
No segundo semestre, porém, os dois fenômenos perderam força e causaram uma desaceleração gradual da economia.
Resultado foi uma queda de 0,2% no 4º trimestre do ano, interrompendo uma sequência de cinco trimestres positivos.
Ainda assim, em relação ao 4º trimestre de 2021, a atividade teve um avanço de 1,9% em 2022.
Em 2021, o PIB brasileiro havia crescido 5%, também na esteira da retomada econômica depois dos impactos da pandemia de Covid-19.
Principais destaques do PIB em 2022: Serviços: 4,2%; Indústria: 1,6%; Agropecuária: -1,7%;
Consumo das famílias: 4,3%; Consumo do governo: 1,5%; Investimentos: 0,9%; Exportações: 5,5%; Importação: 0,8%.
Destaque para serviços
Em valores correntes, o PIB brasileiro totalizou R$ 9,9 trilhões em 2022, com taxa de investimento de 18,8%.
O PIB per capita teve alta real de 2,2% ante o ano anterior e alcançou R$ 46.154,60 em 2022.
Como esperado, o setor de serviços foi destaque absoluto pela ótica da oferta, com alta de 4,2% no ano.
Em valores correntes, foram R$ 5,8 trilhões no ano.
“Desses 2,9% de crescimento em 2022, os Serviços foram responsáveis por 2,4 pontos percentuais.
Além de ser o setor de maior peso, foi o que mais cresceu, o que demonstra como foi alta a sua contribuição na economia no ano”, analisa Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
Juntos, os serviços e a indústria representam cerca de 90% do PIB brasileiro.
G1





