A PGR (Procuradoria Geral da República) enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) denúncias contra mais 203 suspeitos de incitação aos atos do 8 de Janeiro, quando extremistas invadiram e depredaram prédios públicos na Praça dos Três Poderes.
As acusações são referentes aos presos nos acampamentos montados em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, no dia seguinte à invasão. Segundo a PGR, o grupo interno formado para investigar o episódio “esgotou o trabalho” relativo à análise dos detidos.
Ao todo, 1.390 pessoas foram denunciadas pelos ataques, sendo 239 classificadas como “executoras” da ação e 1.150 como “incitadoras” da violência.
“A análise desses casos foi priorizada porque a maior parte das pessoas está ou esteve detida, e existem prazos legais para o oferecimento de denúncia em casos com prisão cautelar. O objetivo foi evitar qualquer conjectura relativa ao excesso de prazo”, explicou o subprocurador Carlos Frederico Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos.
Conforme levantamento do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do STF, dos cerca de 1.400 presos no dia dos ataques, 294 (86 mulheres e 208 homens) permanecem detidos no sistema penitenciário do Distrito Federal. Os demais foram soltos por não representarem riscos à sociedade e às investigações.
INVASÃO AOS TRÊS PODERES
Por volta das 15h de domingo (8/1), extremistas de direita invadiram o Congresso Nacional depois de romper barreiras de proteção colocadas pelas forças de segurança do Distrito Federal e da Força Nacional.
Lá, invadiram o Salão Verde da Câmara dos Deputados, área que dá acesso ao plenário da Casa. Equipamentos de votação no plenário foram vandalizados. Os extremistas também usaram o tapete do Senado de “escorregador”.
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